TRÂNSITO

Caminhoneiro que causou tragédia em Itajaí morre em acidente em SP

Neuci Ribeiro Junior já respondia por morte de três pessoas na BR 101

Neuci Maurílio Ribeiro Junior, de 40 anos, respondia por homicídio culposo após acidente em Itajaí (Fotos: Redes sociais | Camila Diel | PRF)
Neuci Maurílio Ribeiro Junior, de 40 anos, respondia por homicídio culposo após acidente em Itajaí (Fotos: Redes sociais | Camila Diel | PRF)
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O caminhoneiro Neuci Maurílio Ribeiro Junior, de 40 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira depois de bater a carreta que dirigia na traseira de outro caminhão na BR 116, em Jacupiranga, no interior de São Paulo. Ele foi socorrido pela concessionária e levado ao Hospital Regional de Registro, mas não resistiu. Neuci era o mesmo motorista envolvido no engavetamento que matou três pessoas da mesma família na BR 101, em Itajaí, em fevereiro.

A nova batida foi no km 477 da rodovia, no sentido norte. Segundo as informações iniciais, a Scania dirigida por Neuci acertou atrás de uma carreta VW. Os dois veículos tinham placas de Blumenau. O motorista do VW sofreu só ferimentos leves. Já Neuci ficou gravemente ferido e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

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A Polícia Rodoviária Federal atendeu a ocorrência e a perícia foi chamada. Informações preliminares apontam que o caminhão atingido podia estar parado no acostamento, mas a causa da batida ainda depende da análise técnica.

Motorista respondia por homicídio culposo

A morte de Neuci traz de volta um caso que mexeu com Itajaí e teve grande repercussão na região. No acidente da BR 101, ele não foi preso em flagrante. Segundo a PRF, a lei não permite a prisão imediata do causador de um acidente quando o motorista fica no local, pede socorro às vítimas e apresenta resultado negativo no bafômetro.

Por causa disso, o caminhoneiro respondia em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em investigação da Polícia Civil de Itajaí. A PRF também informou que a dinâmica completa da tragédia na BR 101 vai constar no Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito, mas o documento ainda não foi concluído pelo policial responsável.

Mesmo sem o laudo final, a análise feita no local já apontou o que pesou contra o motorista. De acordo com a PRF, o fator determinante do acidente em Itajaí foi a ausência de reação do condutor da carreta Scania.

Imagens mostraram caminhão sem frear

As imagens de monitoramento do primeiro acidente reforçaram a gravidade do caso. Elas mostram o momento em que a carreta desce o trecho perto do viaduto de Salseiros e segue sem parar até atingir os veículos que estavam na fila. A batida virou uma sequência de pancadas entre carro, caminhões e uma Kombi, que acabou pegando fogo.

Na época, em entrevista ao DIARINHO, Neuci disse que não conseguiu evitar a tragédia. “Quando comecei a descer o viaduto, a fila parou de vez. Foi impossível segurar”, contou. Ele também afirmou que saiu de Blumenau e seguia para descarregar na rodovia Antônio Heil. “Estava pertinho”, disse.

Relembre o caso

O engavetamento aconteceu no km 115 da BR 101, perto da igreja de Salseiros, em Itajaí. A carreta conduzida por Neuci bateu na traseira de um Fiat Cronos alugado, com placas de Belo Horizonte, onde estava uma família de São Paulo que voltava de um passeio no parque Beto Carrero World. Depois da primeira pancada, o carro foi jogado contra uma Kombi com placas de Itajaí, que ficou prensada contra um Mercedes-Benz Atego, de Canelinha. Esse caminhão ainda bateu em uma Fiorino, de Camboriú.

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Morreram Kayo Alves Soares dos Santos, de 32 anos, a esposa Camila Rios, de 31, e a mãe dele, Cleonice Alves Bernal Pedra, de 55. O filho do casal, Daniel Lima Soares, de 10 anos, foi o único sobrevivente do carro e sofreu ferimentos graves. Ele foi socorrido por uma aeronave e levado ao hospital em Itajaí.

Outro sobrevivente foi o motorista da Kombi, de 29 anos. Ele estava sozinho no veículo, conseguiu sair mesmo com o fogo e ficou internado no hospital Marieta Konder Bornhausen por causa das queimaduras. Recebeu alta no dia 21 de fevereiro e seguiria o tratamento no Paraná, onde moram os pais.

Neuci teve ferimentos leves naquele dia. Em entrevista ao DIARINHO, disse que trabalha há 21 anos como caminhoneiro e nunca tinha passado por um acidente daquele tamanho. O bafômetro deu negativo, e a liberação dele no local revoltou parentes das vítimas.

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