EM CASA
Veleiro Kat retorna a Itajaí após volta ao mundo
Após mais de quatro anos, embarcação da família Schurmann chega à Marina Itajaí; veleiro ficará em reparos em Itajaí até maio
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
O veleiro Kat, da família Schurmann, retornou domingo a Itajaí depois de mais de quatro anos em expedição pelo mundo. A viagem começou em 29 de agosto de 2021, com saída de Balneário Camboriú, marcando o início do projeto Voz dos Oceanos. Esta foi a segunda volta ao mundo do Kat. A primeira aconteceu entre 2014 e 2016, durante a Expedição Oriente.
Em novembro de 2025, às vésperas da COP30, a expedição completou a volta ao planeta. O veleiro virou símbolo do projeto Voz dos Oceanos e ficou aberto à visitação pública na Casa Vozes do Oceano, em Belém, no Pará.
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Após a passagem pela Amazônia, o Kat iniciou neste mês a travessia final rumo ao sul do Brasil. A única parada foi em Recife. Com saída da capital pernambucana em 21 de março, o veleiro seguiu direto para Santa Catarina onde atracou na Marina Itajaí, no domingo.
A bordo estavam apenas dois tripulantes: Wilhelm Schurmann e Erika Ternex. A chegada à Marina Itajaí marcou o fim da expedição. O veleiro passará por manutenção na marina até maio, antes de seguir para Florianópolis, onde será aberto à visitação pública. Ao lado do veleiro Aysso, o Kat fará parte das atrações da Casa Vozes do Oceano na capital manezinha.
Kat foi construído em Itajaí
O Kat é o maior veleiro de aço já construído no Brasil. A embarcação foi feita num estaleiro de Itajaí e lançada na Expedição Oriente. Ele tem 80 pés, com 23,96 metros de comprimento e 6,37 metros de largura. O barco conta com tecnologia de ponta em comunicação, navegação e captação de imagens, usada para registrar as expedições pelo mundo.
Durante a passagem pela Oceania, em outubro de 2023, o Kat foi atingido por um ciclone quando navegava de Fiji para a Nova Zelândia. Na época, os velejadores catarinenses informaram que, mesmo tendo partido do país antes do primeiro ciclone da temporada, a embarcação foi atingida pelo mar revolto e ventos extremamente fortes, de mais de 80 km/h, causando diversas avarias. Entre as consequências foi identificada a entrada de água na embarcação e uma das velas foi rasgada.
Apesar da tensão e preocupação, os seis tripulantes não se feriram e ficaram bem. Veleiro e tripulação foram monitorados 24 horas pela equipe de terra do projeto Voz dos Oceanos e ainda pelo Rescue Coordination Centre New Zealand (RCCNZ), órgão responsável por resgates marítimos da Nova Zelândia, para eventual necessidade de eles receberem apoio para sair do mar.
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Projeto ambiental
A expedição Voz dos Oceanos teve como foco o combate à poluição por plástico nos mares. A iniciativa buscou alertar sobre os impactos do descarte irregular de lixo e incentivar ações de recuperação ambiental.
O projeto foi feito em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e com a campanha Mares Limpos. Itajaí foi a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa, durante a Volvo Ocean Race de 2018. Durante a viagem, a equipe passou por diversos países e promoveu ações educativas, mutirões de limpeza e atividades com comunidades e organizações.
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A família Schurmann ainda não confirmou se, agora em terra, apresentará um levantamento da expedição nos oceanos em relação à poluição por plástico e quais países causam maior preocupação nesse tipo de poluição.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
