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Prefeitura de Navegantes responde sobre ameaça de greve dos servidores
Categoria cobra cumprimento de leis federais e melhores condições de trabalho
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]
Servidores públicos municipais de Navegantes ameaçam entrar em greve a partir da próxima semana. A decisão será tomada na próxima terça-feira, na praça dos Emancipadores, em frente ao ginásio municipal. Entre as reivindicações, a categoria aponta falta de diálogo com a prefeitura e cobra o cumprimento de leis federais.
Os servidores também reclamam da ampliação do piso do magistério para trabalhadores da educação infantil e do descongelamento de benefícios suspensos durante a pandemia.
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Em nota enviada perto das 21h desta quarta-feira, a prefeitura rebateu os argumentos apresentados pela categoria.
A administração municipal afirma que mantém diálogo permanente com os servidores e que segue critérios de legalidade, responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo.
Sobre a Lei Complementar nº 478/2025, a prefeitura informou que a norma foi criada para adequar a legislação municipal à Emenda Constitucional nº 103/2019, que proíbe a incorporação de vantagens temporárias ou ligadas a funções de confiança ao salário do cargo efetivo. Segundo o município, a interpretação de que a lei trata de vantagens permanentes não se confirma na prática, já que os adicionais citados são, por natureza, variáveis ou temporários.
Em relação à Lei Complementar nº 487/2025, a prefeitura explicou que a medida ajusta o regime previdenciário municipal às regras da mesma emenda constitucional. A mudança vale apenas para servidores efetivos que ingressarem a partir de 1º de janeiro de 2026, sem alteração para quem já estava no cargo.
Sobre o piso da enfermagem, o município afirma que os salários pagos em Navegantes já superam os valores mínimos nacionais. Segundo a prefeitura, enfermeiros recebem R$ 6253,75, técnicos R$ 3648,03 e auxiliares R$ 2605,73, todos acima do piso federal. A administração destacou ainda que a legislação prevê proporcionalidade em relação ao piso nacional, e não aos salários pagos localmente.
A prefeitura também afirmou que não há previsão legal para equiparação salarial entre monitoras e professores. Com base em orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o entendimento é de que a lei federal não se aplica a profissionais que não exercem a docência.
Segundo o município, cargos de apoio na educação infantil continuam regidos pela legislação local e não têm direito ao piso do magistério. A administração também reforçou que mudanças de cargo no serviço público só podem ser feitas por meio de concurso.
Redação DIARINHO
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
