Penha
Vereadores confirmam para esta sexta sessão que pode afastar presidente
Luciano de Jesus (PP) é acusado de receber “rachadinhas”
Juvan Neto [editores@diarinho.com.br]
A semana encerra com mais tensão na política de Penha: a Câmara de Vereadores confirmou que faz na tarde desta sexta-feira, a primeira reunião extraordinária do ano e que poderá resultar no afastamento do presidente da Casa, Luciano de Jesus (PP).
A pauta será única: a análise e votação de uma representação protocolada pelo vereador Maurício Brockveld (MDB), que solicita o afastamento do presidente da Casa, Luciano de Jesus da Silva (PP), após as denúncias de existência de um esquema de “rachadinha” de valores de diárias repassadas por servidores da Casa a Luciano – esquema que seria chefiado por ele e pelo seu chefe de gabinete, Fabrício de Liz.
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De acordo com informações da assessoria de imprensa do Legislativo, o documento será lido integralmente em plenário, juntamente com as provas anexadas que comprovariam o esquema. Na sequência, os parlamentares devem deliberar sobre a instauração de processo de destituição do atual presidente, conforme previsto no regimento interno.
O DIARINHO apurou junto a fontes extraoficiais que os 12 vereadores de Penha já teriam admitido a necessidade do afastamento – alguns deles inclusive já manifestando voto aberto, como Adriano Tibeco (PSDB) e Luiz Fernando Vailatti, o Ferrão (UB).
Caso a abertura do processo seja aprovada, será formada uma comissão parlamentar processante (CPP), definida por sorteio entre os vereadores desimpedidos, a qual dará aos acusados à ampla defesa e o direito ao contraditório.
A pauta inclui ainda a possibilidade de encaminhamento das apurações internas ao promotor René José Anderle, que já investiga o caso. Segundo a assessoria, a tramitação do processo deverá ocorrer em regime de prioridade absoluta dentro da Casa Legislativa. A sessão extraordinária começa às 15h.
Saiba mais
A denúncia das supostas “rachadinhas” de Penha aponta o repasse ilegal de pelo menos R$ 160 mil em diárias inicialmente pagas a cargos de confiança no Legislativo local, e já era para ter sido votada na segunda-feira, dia 23, quando a sessão foi encerrada por Luciano, que durante a semana, esteve em Brasília.
Segundo a apuração, os valores recebidos seriam parcialmente devolvidos após o pagamento, em cotas de R$ 1 mil, entregues a Fabrício de Liz, e em seguida, ao presidente da Casa. Dados do Portal da Transparência reforçam os indícios. O chefe de gabinete acumulou R$ 64,1 mil em diárias entre 2025 e março de 2026. Entre as servidoras acusadas, os valores superam R$ 99 mil no mesmo período.
Juvan Neto
Juvan Neto; formado em Jornalismo pela Univali e graduando em Direito. Escreve sobre as cidades de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras.
