Publicado 31/03/2026 09:12
Alterado 31/03/2026 11:59
O vereador Victor Piccoli (PDT), vice-presidente da Câmara de Vereadores de Camboriú, veio a público rebater as declarações da vereadora Inalda do Carmo (PSD), ao Desembucha JC. Na entrevista, Inalda afirmou que houve artimanha para evitar a realização da sessão de eleição da Mesa Diretora 2026 — e que o presidente na ocasião, Piccoli, teria abandonado o plenário.
Piccoli reafirma falha técnica
Na nota oficial, o vereador nega as acusações. Diz que agiu dentro do regimento interno ao suspender a sessão por conta de uma falha técnica no sistema, e que a conduta da vereadora Inalda ao assumir a presidência e reabrir a sessão configurou usurpação de função. Como argumento final, Piccoli aponta que o Tribunal de Justiça concedeu liminar anulando a sessão presidida por Inalda — o que, segundo ele, confirma que a decisão de suspender foi correta e amparada pela lei.
Bastidores
Do outro lado, a versão que circulou nos bastidores da casa do povo da terra da pedrada era de que problema técnico alegado foi superado em poucos minutos, e a chapa do Fabiano Olegário, o Fabianinho, tinha maioria garantida — oito votos. A vereadora Inalda, como primeira secretária, entendeu que a suspensão não seguiu os ritos regimentais e assumiu a condução dos trabalhos. Com isso, Fabianinho foi eleito presidente com oito votos.
Sessão anulada
A liminar da Justiça anulou a sessão presidida por Inalda e determinou que a eleição fosse refeita — o que acabou confirmando a eleição de Fabianinho.
Nota de Piccoli na íntegra:
O vereador Victor Piccoli vem a público se manifestar acerca da fala da vereadora Inalda do Carmo em entrevista ao JC no Desembucha JC, cujo trecho foi publicado no dia 28 de março de 2026 no instagram @jcdiarinho, onde a mesma afirma que “ houve artimanha para não ter a sessão e que este vereador teria abandonado o plenário” durante a eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Camboriú no ano de 2026, que causaram profunda preocupação quanto ao respeito às normas regimentais e à institucionalidade desta Casa Legislativa.
Na ocasião, enquanto exercia legitimamente a presidência da sessão, o vereador Victor Piccoli adotou todos os procedimentos em estrita observância ao Regimento Interno. A suspensão e o posterior adiamento da sessão ocorreram por um motivo técnico relevante: no momento designado para a realização dos trabalhos, não havia o pleno funcionamento do sistema de tecnologia necessário para garantir a lisura, a transparência e a regularidade do processo legislativo. Diante desse cenário, a decisão tomada foi responsável, legal e amparada pelas prerrogativas da presidência. Tanto é verdade que o Tribunal de Justiça concedeu liminar anulando a sessão presidida pela vereadora Inalda de forma ilegítima, determinando que fosse realizada votação conforme determinado pelo então presidente da Casa.
A sessão reiniciada sem qualquer respaldo regimental e presidida pela vereadora Inalda de forma arbitrária configurou clara usurpação da função da presidência naquele momento. Tal conduta não apenas desrespeita o ordenamento interno da Câmara, mas também compromete a credibilidade da instituição perante a população, gerando insegurança jurídica e afrontando os princípios que regem a atuação do Poder Legislativo.
Ressalta-se, novamente, que o entendimento adotado pelo vereador Victor Piccoli foi posteriormente respaldado pela Justiça, que não reconheceu o ato praticado pela vereadora, reafirmando a legalidade da suspensão e a legitimidade da remarcação da sessão conforme determinado pela presidência.
O vereador Victor Piccoli sempre pautou sua atuação pelo respeito às normas, à legalidade e à transparência, e reitera seu compromisso com a lisura dos processos legislativos e com a preservação da ordem institucional. As acusações da vereadora Inalda são irresponsáveis e demonstram a total falta de ética da parlamentar em questão.
Além disso, causam estranheza as recentes declarações da vereadora Inalda ao jornalista JC, do jornal Diarinho, nas quais apresenta versão distorcida dos fatos. Tais declarações, ao atingirem a honra e a reputação do vereador, serão analisadas sob o ponto de vista jurídico .
Diante disso, informamos que todas as medidas cabíveis estão sendo devidamente avaliadas e serão adotadas para resguardar a verdade dos fatos, bem como a integridade institucional e pessoal do vereador Victor Piccoli.
Por fim, reforçamos o compromisso com a população de Camboriú, assegurando que a atuação parlamentar continuará sendo guiada pela responsabilidade, pelo respeito às leis e pela defesa intransigente da democracia e do Estado de Direito.
Victor Piccoli
Vereador de Camboriú
Vice-presidente da Câmara de Vereadores
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