CULTURA EM LUTO
Morre Acyr, um dos nomes mais importantes da cultura de Itajaí
Ex-diretor de Cultura e Esporte ajudou a construir parte da história cultural e turística da cidade
Gabrielle Rudolf [editores@diarinho.com.br]
Itajaí perdeu, na madrugada de sábado, um dos nomes mais importantes da sua história cultural. Acyr morreu por volta das 5h. As causas da morte não foram divulgadas pela família.
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Acyr foi o primeiro diretor de Cultura e Esporte de Itajaí, entre 1977 e 1982, e ajudou a organizar a primeira edição da Marejada, além de participar de ações que marcaram a formação cultural da cidade.
Segundo o historiador Edison d’Ávila, Acyr teve papel decisivo em projetos que ajudaram a consolidar a cultura itajaiense.
“Durante os seis anos que trabalhamos juntos, conseguimos avançar em ações em prol da cultura de Itajaí. Foi por causa dessas ações que vieram a Casa da Cultura, o museu e a sequência dos festivais de inverno. Foram seis edições em que ele participou de forma significativa. Era um tempo especial.”
Edison também destacou a dedicação de Acyr à Marejada e à vida pública.
“Atuou na organização da primeira edição da Marejada e, por alguns anos, ainda seguiu doando sua energia. Foi um homem que passou toda a vida dedicado à educação e à cultura.”
Para o historiador, Acyr deixa um legado importante para Itajaí.
“Pessoalmente, para mim, é uma perda. Era uma pessoa agradável, querida e um homem de trabalho, que fazia acontecer. A cultura e o turismo de Itajaí são devedores desse trabalho meritório e de grande importância.”
Na área acadêmica, Acyr era formado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com graduação concluída em 1976, e tinha especialização em Língua e Literatura Portuguesa pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), em 1987. Também atuava como professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com trajetória ligada à educação.
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O velório está marcado para 14h, com cerimônia de despedida às 17h, no Vaticano, na rua Antonio Jovita Duarte, 9203, bairro Forquilhas, em São José.
Em mensagem publicada no convite de despedida, a família escreveu: “Embora seu sorriso tenha partido e suas mãos não possamos mais tocar, guardamos preciosas lembranças e sua memória é um tesouro eterno em nossos corações.”
Gabrielle Rudolf
Gabrielle Rudolf Gabrielle Rudolf; jornalista no DIARINHO, em formação pela Faculdade Univali, com atuação em jornalismo digital, produção para mídia impressa e produção de reportagens multimídia
