CANAL DE ACESSO AOS PORTOS
Dragagem ainda não tem data para começar
Contrato de 12 meses será entre a Codeba e a empresa holandesa Van Oord
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A empresa holandesa Van Oord Serviços de Operações Marítimas Ltda venceu a licitação para fazer a dragagem de manutenção do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes pelo período de 12 meses. O contrato tem valor de R$ 63,8 milhões e a ordem de serviço deve ser assinada nos próximos dias, mas a retomada do serviço ainda não tem data para começar.
A segunda colocada, DTA Engenharia, não apresentou recurso até quinta-feira e o processo seguiu para homologação. A Van Oord já tinha conquistado o processo para a dragagem emergencial por seis meses, ao custo de R$ 45,8 milhões, após a desistência da DTA – primeira colocada no pregão emergencial.
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A expectativa do porto era firmar diretamente o contrato anual com a empresa, o que vai gerar economia de cerca de R$ 2,3 milhões por mês. Segundo a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pelo processo, o procedimento para contratação definitiva está na fase final, com previsão de assinatura do contrato e da ordem de serviço nos próximos dias, dentro dos prazos legais.
O canal está sem o serviço desde 13 de fevereiro, quando terminou o último contrato com a Van Oord. Na quinta-feira, a Marinha do Brasil enviou ofício ao superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, cobrando informações atualizadas sobre a batimetria e a manutenção do calado do canal.
Segundo o primeiro-tenente Gabriel Lopes da Silva, as últimas informações oficiais perderam a validade em 22 de março. O relatório anterior indicava profundidade mínima de 14 metros no trecho externo e 13,5 metros nos demais pontos, com condições regulares de operação.
A Marinha demonstrou preocupação com a falta de dados atualizados. A superintendência do porto informou que vai encaminhar novas informações, mas não disse quando. Já o setor de engenharia afirmou que medições recentes indicam que o canal segue operável, sem restrições.
A Codeba alega que faz monitoramento constante da profundidade do canal para garantir a navegabilidade. Já o Ministério de Portos e Aeroportos informou que acompanha a situação da dragagem de forma contínua. Segundo a pasta, a empresa inicialmente escolhida para um contrato emergencial, a DTA Engenharia, recusou a proposta, o que levou à adoção de novos procedimentos, com a segunda colocada sendo chamada.
Ainda conforme o ministério, o processo de contratação foi conduzido com rapidez e está na fase final, com previsão de assinatura nos próximos dias. Enquanto isso, a profundidade do canal segue sendo monitorada por equipes técnicas para garantir a navegabilidade e reduzir impactos nas operações. O diretor de Infraestrutura da Codeba está em Itajaí, com equipe técnica, acompanhando os desdobramentos do processo.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
