Visitas da comunidade ajudam a deixar a rotina dos moradores mais alegre
(fotos: Camila Diel)
O Asilo Dom Bosco completou 90 anos em março e se consolidou como referência em acolhimento de idosos em Itajaí. Atualmente, a instituição abriga 98 moradores e chama a atenção já na entrada pelo cuidado com o espaço, com ambientes limpos, organizados e bem conservados, o que contribui para um ambiente acolhedor para quem vive no local.
A manutenção da casa depende de recursos públicos, doações, voluntários e do trabalho diário de uma equipe que garante o funcionamento contínuo. O diretor Denísio Dolásio Baixo destaca ...
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A manutenção da casa depende de recursos públicos, doações, voluntários e do trabalho diário de uma equipe que garante o funcionamento contínuo. O diretor Denísio Dolásio Baixo destaca que o principal desafio é manter a estrutura ativa com poucos recursos. “O desafio é manter essa instituição desde 1936, atendendo 98 idosos, com poucos recursos”, afirma. Segundo ele, o trabalho só segue graças à dedicação de cerca de 80 colaboradores qualificados, além do apoio de voluntários e parceiros.
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A estrutura do asilo ajuda a explicar por que a instituição virou referência na cidade. O espaço conta com enfermaria, sala de fisioterapia, ambientes para atividades recreativas com instrumentos musicais, máquinas de costura, além de cozinha e áreas de convivência. Todas as vagas estão ocupadas. Parte delas é regulada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), em parceria com a Secretaria de Assistência Social de Itajaí, e outra parte é particular.
Idosos recebem atendimento especializado e têm várias atividades
Espaço se destaca pela limpeza, organização e cuidado nos detalhes
O coordenador Rafael Ramos explica que a rotina é pensada para garantir bem-estar e estimular a participação dos itajaienses. “Nós temos diversas atividades, grupos e oficinas, desde ações lúdicas até atividades físicas, tudo para proporcionar uma boa estadia”, explica. Os idosos participam de jogos, oficinas de artesanato, produção de sabão artesanal e atividades com professores de música e artes.
Além da estrutura física, o atendimento envolve profissionais de enfermagem, fisioterapia, psicologia, serviço social, nutrição, equipes de cozinha, lavanderia, manutenção e serviços gerais. Rafael destaca que esse suporte nem sempre pode ser oferecido em casa. “Muitas vezes, as pessoas não têm condições de ter em casa a estrutura que uma instituição de longa permanência oferece, como fisioterapia, nutricionista e cuidados de enfermagem”, reforça.
Visitas alegram o dia dos internos
Moacir está há três anos no asilo
As visitas da comunidade também têm papel importante na rotina dos moradores. O asilo recebe visitantes todos os dias, das 13h30 às 16h30, além de grupos com agendamento prévio pelo setor de psicologia. Segundo Rafael, a presença de visitantes melhora o clima do ambiente. “Eles ficam muito felizes e empolgados quando recebem visitas ou participam de atividades com grupos e empresas”, conta.
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Morador há três anos, Moacir Otacílio Sebastião, de 74 anos, confirma o impacto das visitas. “Quando vêm visitar, eu fico muito alegre, porque a gente conversa e eu mostro os meus trabalhos”, relata. Ele também destaca o carinho recebido. “Aqui é maravilhoso. Sou bem tratado”, afirma. Moacir participa de atividades como produção de cestas de Páscoa e oficinas de sabão.
A história de Gerson Antônio Padilha, de 63 anos, reforça a importância do acolhimento. Ex-morador de rua e ex-dependente químico, ele encontrou no asilo uma nova oportunidade. “Aqui não tem tudo que eu quero, mas tem tudo que eu preciso”, diz. Ele também deixa uma mensagem: “Nunca pense que tudo acabou, sempre há um novo recomeço”. Após 10 anos vivendo nas ruas de Itajaí, Gerson afirma que conseguiu recuperar a dignidade e a autoestima.
A direção reforça o convite para que a comunidade participe mais da rotina da instituição. “Venham conhecer, visitar e também atuar como voluntários. O que falta aqui é essa capacidade de voluntários para auxiliar no trabalho do dia a dia”, destaca Denísio. Rafael complementa que o objetivo vai além de oferecer abrigo. “A nossa preocupação é garantir qualidade de vida, em um ambiente que não funciona como depósito de idosos”, finaliza.
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
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