SAÚDE
Hospital Marieta tem UTIs lotadas mesmo com ampliação
Lotação também afeta Ruth Cardoso e deixa região sem leitos de UTI adulto e neonatal
João Batista [editores@diarinho.com.br]
Os hospitais Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, e Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, enfrentam superlotação de 100% das UTIs, no pior cenário entre todas as regiões do estado. O painel de leitos da Secretaria de Estado da Saúde mostra taxa de 85% de ocupação nos leitos de UTIs adulto no estado nesta sexta-feira.
A região da Amfri registrava lotação de 100%, conforme a atualização dos dados até às 10h. Ainda na noite de quinta-feira, os 65 leitos ativos na UTI do hospital Marieta estavam todos ocupados. Em Balneário Camboriú, a UTI do hospital Ruth Cardoso, com 16 leitos, também estava lotada.
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A superlotação envolve as UTIs neonatal dos dois hospitais. Em nota, o Marieta confirmou que enfrenta superlotação nas UTIs, no pronto-socorro e nos setores de internação. “Por esse motivo, foi necessário suspender as cirurgias eletivas nesta quinta-feira, que demandavam reserva de leito de UTI”, informou.
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Na região, o único hospital com leitos pelo SUS e vagas de UTI disponíveis era o Pequeno Anjo, com ocupação de 55%, sendo 11 leitos ocupados e nove desocupados até a manhã desta sexta-feira. Pelo estado, a ocupação de UTIs pediátricas seguia a mesma média, com taxa de 57% de uso.
Balanço do estado mostra que Santa Catarina abriu 291 novos leitos de UTI – adulto, neonatais e pediátricos – desde 2023, em todas as regiões, incluindo as cidades da Amfri, para o hospital Marieta. O governo adianta que novos leitos estão previstos para integrar a rede nos próximos meses.
Neste mês, o estado fez a entrega dos últimos andares do Complexo Madre Teresa, que tornou o Hospital Marieta Konder Bornhausen a maior unidade hospitalar pública de Santa Catarina, com 590 leitos ativos. Os leitos intensivos do hospital somam 65, entre 55 adulto, 20 deles no novo prédio e 16 neonatal.
Doenças respiratórias sobrecarregam rede hospitalar
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde destacou que Santa Catarina foi o estado que mais expandiu a rede SUS de leitos de UTI nos últimos anos, com 291 novos desde 2023. Além disso, para atender à demanda nesta época de aumento de casos de síndromes respiratória aguda grave, foram abertos 59 leitos emergenciais.
A secretaria ressalta que os hospitais da rede estadual são referência em alta complexidade e operam com uma taxa de ocupação historicamente elevada, acima de 80%, por fazer procedimentos especializados e atendimentos emergenciais.
“As cirurgias eletivas e emergenciais, muitas vezes, demandam internação em UTI no pós-operatório, contribuindo para a taxa de ocupação”, explica. A pasta reforça que o sistema funciona em rede, garantindo assistência pra todos. Diante da falta de vagas num hospital, a secretaria diz que é buscado, via regulação, vaga em outros hospitais, primeiro na mesma região e, depois, em outras regiões ou na rede privada.
“Destacamos que não há risco de colapso, pois há mais de 190 leitos de UTI disponíveis na rede pública e a possibilidade de transferência de uma região para outra, caso necessário. As cirurgias seguem acontecendo normalmente”, informou. O estado afirma que segue acompanhando a situação epidemiológica.
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A alta na ocupação hospitalar é explicada pelo período de sazonalidade de vírus respiratórios nesta época. “É importante reforçar que a vacina contra a gripe está disponível em Santa Catarina para toda a população. A vacina protege contra os principais vírus influenza em circulação no Brasil e previne os casos graves das doenças respiratórias”, orienta a secretaria.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.