ECONOMIA

Quatro cidades de SC estão no topo da valorização imobiliária

Além de BC, Itapema, Itajaí e Floripa completam lista do metro quadrado mais caros do país

BC teve alta de 8,5% nos imóveis em 2024, chegando a R$ 13.911 no valor do metro quadrado (Foto: João Batista)
BC teve alta de 8,5% nos imóveis em 2024, chegando a R$ 13.911 no valor do metro quadrado (Foto: João Batista)

Balneário Camboriú fechou 2024 mantendo a liderança como o metro quadrado mais caro do país e liderando o grupo de quatro cidades catarinenses que estão no topo da valorização imobiliária. No ranking do índice FipeZap para dezembro, conforme dados divulgados na terça-feira, o valor do metro quadrado residencial chegou a R$ 13.911 em BC. Em seguida vem Itapema (R$ 13.721), Vitória (R$ 12.287), Itajaí (R$ 11.857) e Florianópolis (R$ 11.766).

A lista leva em conta a pesquisa de preços de imóveis residenciais à venda em 56 cidades do país. A liderança de BC no ranking vem desde março de 2022, superando as duas principais capitais brasileiras, São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Em dezembro, Balneário teve uma alta de 1,08% nos preços, taxa que foi o dobro de novembro e somou variação acumulada de 8,5% em 2024.

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O resultado garantiu a cidade na frente do ranking, mas seguida de perto por Itapema, que pega “carona” na valorização da vizinha e tem registrado maiores altas mensais. Itajaí, que chegou a figurar no top 3 nacional no início de 2024, fechou o ano na 4ª posição, superando a capital Floripa.

A principal cidade da Amfri registrou alta de 1,19% no preço médio os imóveis em dezembro e encerrou o ano com 12,01% de valorização acumulada.

Maior alta anual desde 2013

As quatro cidades catarinenses que predominam no topo do ranking terminaram 2024 com alta no preço dos imóveis acima da média nacional, que foi de 7,73% em relação a 2023. Conforme a pesquisa FipeZap, a taxa foi a maior variação anual desde 2013, quando os preços dos imóveis subiram, em média, 13,74%.

O levantamento destacou que o resultado também superou a inflação no período e a variação média dos preços da economia. O aumento foi puxado pelos imóveis de um dormitório, entre os mais procurados, que ficaram 8,71% mais caros. Em seguida vêm os apês com três quartos, com valorização de 8,08%; de dois quartos, (7,16%); e quatro ou mais quartos (6,24%).

De acordo com a DataZap, responsável pela pesquisa, cidades litorâneas com maior qualidade de vida, infraestrutura e opções de lazer registram maior procura no mercado imobiliário. No caso de Balneário Camboriú, além dos indicadores de desenvolvimento, o crescimento do mercado de luxo contribui para a valorização dos imóveis. Para 2025, o cenário segue favorável para o setor, mesmo com a alta na taxa de juros.

Melhores expectativas pra 2025

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O empresário Jonathan Roger Linzmeyer, conselheiro consultivo de empresas e instituições  de Balneário Piçarras, explica que o mercado imobiliário no litoral norte de Santa Catarina se consolida como um dos mais promissores do país, apresentando resultados positivos e expectativas ainda maiores para 2025.

Para ele, além do destaque nacional puxado por BC na região, cidades como Balneário Piçarras, Penha e Barra Velha continuam atraindo investidores e compradores, motivados pela combinação de infraestrutura de qualidade, proximidade com atrações turísticas e perspectivas de valorização dos imóveis.

Em Balneário Piçarras, ele destaca que a cidade tem se tornado um destino de alto padrão no mercado. Segundo dados do setor do primeiro semestre de 2024, as vendas de imóveis no município ultrapassaram R$ 1,1 bilhão, com o valor médio do metro quadrado atingindo R$ 13 mil.

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“Esses números posicionam a cidade como referência para famílias e investidores que buscam imóveis com alto potencial de valorização e qualidade de vida”, comenta. A vizinha Penha é apontada pelo especialista como polo para investimentos em locação por temporada, devido à vocação turística a partir das praias e atrações do parque Beto Carrero.

Jonathan informa que a cidade registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 572,3 milhões, com preços por metro quadrado que variam entre R$ 11 mil e R$ 17 mil, dependendo da localização e padrão do empreendimento. Os dados levam em conta relatórios setoriais do mercado imobiliário.

Outro destaque é a cidade de Barra Velha, com aceleração da economia e novos projetos de prédios frente-mar, estimulados pela crescente demanda do mercado. Jonathan avalia que a alta temporada é um motor de crescimento e coloca a região em evidência ainda mais.

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Para os próximos anos, a previsão é que região se consolide como um dos destinos mais procurados para moradia, lazer e investimento. “Para 2025, a projeção é de um mercado ainda mais aquecido, impulsionado por um fluxo turístico crescente e pela valorização contínua dos imóveis”, destaca.

 

TOP 10

As cidades com o metro quadrado mais caro em 2024

 

Balneário Camboriú: R$ 13.911

Itapema: R$ 13.721

Vitória: R$ 12.287

Itajaí: R$ 11.857

Florianópolis: R$ 11.766

São Paulo: R$ 11.374

Barueri: R$ 10.844

Curitiba: R$ 10.28903

Rio de Janeiro: R$ 9366

Belo Horizonte: R$ 9365



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