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Um mundo indomável


O Capitalismo, como um sistema maior do que trocas de mercadorias e serviços, é um amplo fenômeno de psicologia social e psicanálise. O mais fundamental de todas os seus desígnios é produzir o sentimento de Liberdade e Poder. Você pode [Poder] escolher perante um conjunto de opções que lhe reserva e lhe preserva a individualidade. Você diante de uma prateleira de mercadorias a selecionar o que levar para casa. A força material do Capitalismo só pode ser considerada pela afetação da Liberdade, escondida entre os movimentos das mãos que preferem isso a aquilo.

O Capitalismo, pelo fluxo de ocorrências, cumpre o papel da distinção social presente nas relações humanas. O quanto se pode “carregar” de status em qualidade e volume é a forma de apresentar aos outros o “valor” que produzimos frente aos “outros”. Os sentidos do mundo estão além, muito além, do que a imagem de um objeto nos diz. São as relações de valores políticos e sociais que são cargas de energia “vital”. A própria crença [ato de fé] no dinheiro, comum a todos e que organiza nossas vidas, superior a cada um, autossuficiente, estrutura da sociedade, se demonstra como um fenômeno condicionante da “energia” social. O dinheiro, em apelo pedagógico, é como o sol para as vidas.

A Democracia, de modo inverso não contraditório, é um regime que requer dos indivíduos comportamentos de aceitação dos outros. Como organização política a Democracia é uma exigência de se chegar a um acordo sobre os processos de decisões e sobre as decisões. Não é porque é diferente que se torna Democrático, mas a forma de se relacionar com a diversidade que conduz a matriz da Democracia. Como se encara a diferença? A resposta para essa questão é que delimitará o terreno da Democracia e do Autoritarismo.

A Democracia exige a participação dos indivíduos nos arranjos da vida em sociedade. Os comportamentos dos indivíduos se formam durante muito tempo de História Social e Política, o que, ...

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O Capitalismo, pelo fluxo de ocorrências, cumpre o papel da distinção social presente nas relações humanas. O quanto se pode “carregar” de status em qualidade e volume é a forma de apresentar aos outros o “valor” que produzimos frente aos “outros”. Os sentidos do mundo estão além, muito além, do que a imagem de um objeto nos diz. São as relações de valores políticos e sociais que são cargas de energia “vital”. A própria crença [ato de fé] no dinheiro, comum a todos e que organiza nossas vidas, superior a cada um, autossuficiente, estrutura da sociedade, se demonstra como um fenômeno condicionante da “energia” social. O dinheiro, em apelo pedagógico, é como o sol para as vidas.

A Democracia, de modo inverso não contraditório, é um regime que requer dos indivíduos comportamentos de aceitação dos outros. Como organização política a Democracia é uma exigência de se chegar a um acordo sobre os processos de decisões e sobre as decisões. Não é porque é diferente que se torna Democrático, mas a forma de se relacionar com a diversidade que conduz a matriz da Democracia. Como se encara a diferença? A resposta para essa questão é que delimitará o terreno da Democracia e do Autoritarismo.

A Democracia exige a participação dos indivíduos nos arranjos da vida em sociedade. Os comportamentos dos indivíduos se formam durante muito tempo de História Social e Política, o que, do ponto de vista teórico, provocará na Democracia sua própria imperfeição. Por ser limitada enquanto ideal e por ser esperança enquanto objetivo, a Democracia se demonstrará, eternamente, como um fenômeno incompleto e com fragilidades.

A Democracia é um regime que tenta gerar a “igualdade política e social” em terrenos dos interesses comuns, da paz social como liberdade para a vida, limitante das distinções sociais pelas formas de distribuição de riquezas e pilar de sustentação em tempos de crises econômicas ou abalos “naturais”. O Capitalismo, consorte da Democracia, é a fonte individual das conquistas pessoais, das distinções de riquezas, dos arranjos econômicos objetivados no lucro, das diferenças. Todos elementos legitimados e hegemônicos, orientadores de cada segundo de nossas vidas.

Democracia e Capitalismo existem, em termos filosóficos, nos mesmos ambientes: na arena psicossocial dos indivíduos e formam sua história e sua perseverança cotidiana. A Psicanálise Social é uma fonte de alegria ao conhecimento científico e filosófico, e um poço de felicidade à compreensão de si mesmo num mundo indomável.

Viver é uma grande aventura para se compreender mais do que os olhos permitem ver. Viver, para além dos próprios pés, é observar o mundo ao nosso redor como um conjunto de campos de energia social que percorrem todos os pontos simultaneamente, cheio de cores que se cruzam, de ondas de forças que se chocam. A Vida é uma aventura, muito mais do que os olhos podem ver. Opinião é apenas um impulso respiratório de quem desconhece o diafragma.


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