ITAJAÍ
Empresas são denunciadas por vender imóveis sem registro
Notícia aponta supostas irregularidades na venda de apartamentos em empreendimentos imobiliários
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
Empresas do grupo GPC Empreendimentos Ltda foram denunciadas ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por supostas irregularidades na venda de unidades imobiliárias em Itajaí. A denúncia também envolve as empresas Beverly Hills SPE Ltda e New Time Vale do Itajaí SPE Ltda. O empresário responsável pela GPC nega todas as acusações.
Segundo notícia de fato protocolada pelo advogado Rodrigo dos Santos Monteiro, as empresas estariam vendendo apartamentos sem o registro prévio de incorporação imobiliária, exigência prevista na lei 4591/64, que regula o mercado de incorporações no Brasil.
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De acordo com o documento encaminhado ao MP, a denúncia começou após uma cliente buscar o distrato de um contrato firmado em 2023 para a compra de uma unidade no Residencial Beverly Hills.
Segundo o relato apresentado, ao solicitar a rescisão contratual a cliente teria sido informada de que receberia de volta apenas uma pequena parte dos valores pagos. Conforme o documento, a empresa teria informado que aplicaria retenção de 50% do valor pago, além da comissão de corretagem.
“A minha cliente pagou R$ 58.873,89. Ela entendia que teria que pagar uma multa pela rescisão, mas a GPC disse que o valor a ser restituído seria de apenas R$ 14.836,95, pagos em 10 parcelas”, afirmou o advogado.
O advogado também questiona a cobrança de corretagem e afirma que o contrato não menciona essa obrigação.
Após buscar orientação jurídica, a cliente teria descoberto que os empreendimentos citados não tinham registro de incorporação imobiliária. A verificação foi feita no 1º Ofício de Registro de Imóveis de Itajaí.
Na denúncia, o advogado pede a abertura de procedimento investigatório criminal ou inquérito civil para apurar possíveis crimes contra a economia popular e infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
A denúncia também solicita investigação sobre a atuação do administrador das empresas, Guilherme Palma Calefi. O MP ainda não informou o andamento da notícia de fato.
Empresário nega irregularidades
O empresário Guilherme Palma Calefi afirmou que a empresa atua de forma regular e que os empreendimentos são feitos com patrimônio de afetação e financiamento de bancos ou fundos de investimento. “Trabalhamos com patrimônio de afetação e com banco ou fundo custeando por trás. Somos auditados mensalmente por engenheiro para medição das obras”, disse.
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Segundo ele, a empresa só comercializa empreendimentos que estão aptos para venda. “A gente coloca no mercado nossos empreendimentos que estão aptos para compra. O que ainda não está apto é apresentado a investidores interessados”, afirmou.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
