A Prefeitura de Balneário Camboriú lançou nova licitação para concessão da Passarela da Barra. O projeto inclui terrenos do município e o uso do espelho d’água para atracação de barcos na margem direita, no lado da Barra. A proposta segue o modelo brownfield, voltado à revitalização de estruturas já existentes e de áreas do entorno. A intenção é tornar o edital mais atrativo e garantir investimentos para manutenção da passarela.
A concessão permitirá a exploração das áreas para atividades de alimentação, cultura, turismo, tecnologia, lazer e serviços. A empresa vencedora também poderá comercializar os naming rights ...
A concessão permitirá a exploração das áreas para atividades de alimentação, cultura, turismo, tecnologia, lazer e serviços. A empresa vencedora também poderá comercializar os naming rights, que são os direitos de uso do nome do espaço, além de explorar publicidade na área da concessão. Os recursos deverão ser aplicados na modernização, conservação e movimentação econômica da passarela, mantendo o acesso livre do público às áreas de circulação.
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A concorrência pública tem abertura das propostas marcada para 31 de março. O valor mínimo de outorga anual é de R$ 378 mil, o que representa R$ 7,56 milhões ao longo dos 20 anos de contrato. O cálculo considera uma área de 2,1 mil m² passível de exploração. O contrato ainda prevê o pagamento de uma taxa de 10% sobre as receitas obtidas com a exploração da visibilidade e da imagem do espaço público.
A inclusão do espelho d’água no projeto considera o interesse da prefeitura em estimular o desenvolvimento econômico, social e cultural do bairro da Barra, ampliando os atrativos da região. A utilização da área aquática já estava prevista em uma proposta anterior, ligada à tentativa de concessão e construção do Mercado Público, que não recebeu propostas de interessados. “Este modelo deve ampliar a atratividade da concessão e aumentar o valor agregado do projeto, incentivando o interesse de investidores por essa integração”, aponta o estudo técnico da BC Investimentos.
A concessão também prevê melhorias imediatas na passarela. Entre as prioridades identificadas em diagnóstico da prefeitura está a manutenção dos estais, cabos que sustentam a estrutura. Segundo o levantamento, há pontos de corrosão e necessidade de reparos nos fixadores. O serviço deverá ser feito nos primeiros seis meses de contrato. Outras obras de reforma e melhorias devem ser concluídas em até um ano.
A Passarela da Barra tem seis áreas distribuídas no vão central e nas torres dos terminais sul e norte. As áreas de circulação no andar térreo e no vão central poderão ser usadas para locação, desde que respeitada a função de circulação e garantido o acesso livre do público.
O uso do espelho d’água ainda depende de verificação junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e à Marinha do Brasil. A área na margem poderá ser usada para atividades náuticas, atracação de embarcações e instalação de píeres, deques ou estruturas flutuantes, entre outras operações.