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Casamento de duas famílias


Flavio Melo Ribeiro

No decorrer da minha vida profissional atendi muitos casais ou mesmo pacientes que apontavam problemas na sua vida amorosa. Ao aprofundar, o que foi verificado, é que não houve um casamento entre eles. As culturas das respectivas famílias e as divergências oriundas de ambas se atritam numa relação a dois sem um projeto comum.

O que deveria ser comum entre um casal prestes a se casar é a questão: se vamos viver juntos sem prazo para encerrar, o que queremos para nossa vida amorosa independente da nossa educação e origem familiar? Fazer isso é um ato de coragem, pois colocam em xeque suas origens e valores. Precisam olhar nu e cruamente suas origens, gostos e desejos; identificar suas afinidades, seu jeito de ser, eleger valores que lhe são irrefutáveis e que precisarão ser negociados se houver divergências. Precisariam enfrentar os familiares quando abrem mão de costumes que eram significativos nas suas famílias de origem. Mas não é isso que se vê.

O comum de um início de casamento, independentemente de ser heterossexual ou homossexual, é não se conversar sobre o que estão construindo juntos. Ambos pensam individualmente sobre o que esperam e desejam e vão cobrar que o outro seja o que desejavam sem deixar claro antes da união.

No caso de mulheres é comum, já na adolescência, definirem se terão filhos e quantos, mesmo antes de conhecer seu futuro marido ou companheira. Pensam em como será o dia do casamento, mas não sobre como será seu dia-a-dia.

Os homens geralmente nem pensam nisso, apenas se deixam levar pelas circunstâncias e deixam para decidir diante das adversidades ou escolhas da esposa. Além disso, aparece as frases: “na minha casa era diferente”, referindo-se a sua família de origem.

Este é outro fator de inúmeras brigas, não só os valores de suas famílias de origem se sobrepõem ao seu casamento, como os familiares se veem no direito de opinarem com o aval do cônjuge. Isto mostra o quanto ainda vivemos em uma sociedade sem maturidade para constituir novas famílias e o quanto se critica a instituição família. Por viverem sob essa viseira estreita de perpetuar sua educação, querem destruir uma instituição de base sem propor nada no lugar. A importância de se questionar, se dar conta da sua responsabilidade de construir sua vida e de como podem levar a vida dos outros em consideração.


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