PARALISAÇÃO
Servidores de Navegantes entram em greve na próxima segunda-feira
Categoria aponta descumprimento de leis pra valorização do servidor e falta de diálogo da prefeitura
João Batista [editores@diarinho.com.br]
Os servidores municipais de Navegantes decretaram greve em assembleia geral realizada na noite de terça-feira. A paralisação inicia na manhã da próxima segunda-feira, dia 6 de abril, seguindo os prazos legais. O ponto de concentração será na praça dos Emancipadores, em frente ao ginásio municipal de esportes.
A maioria dos trabalhadores presentes na assembleia votou pela greve, demonstrando a insatisfação com a prefeitura. A categoria afirma haver descaso do governo municipal com os servidores, aponta o descumprimento de leis federais pra valorização do servidor e critica a falta de diálogo do governo com os trabalhadores.
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Conforme o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Foz do Rio Itajaí (Sindifoz), o município se nega a atender às reivindicações dos servidores, num processo que vêm desde o ano passado, quando já havia sido deflagrado estado de greve. A expectativa da entidade é de uma boa adesão dos servidores na paralisação, com pessoas de todas as secretarias.
“É uma greve por prazo indeterminado, em virtude da ausência de diálogo da administração em atender as pautas dos servidores, que são pleitos que vem se arrastando desde o ano passado, que simplesmente o governo municipal insiste em dizer não e também não busca esse diálogo pra que a gente possa ter esse consenso”, comentou o presidente do Sindifoz, Francisco Johanssen.
Entre os pedidos da categoria, os servidores cobram a aplicação das federais que tratam da ampliação do piso do magistério pra trabalhadores da educação infantil (lei 15.326/2026) e do descongelamento de benefícios suspensos na pandemia (lei 226/2026), como quinquênios, anuênios e licença-prêmio, que deveriam ser pagos retroativamente.
A prefeitura ainda não se manifestou sobre a decisão de greve dos servidores. Em extensa nota na semana passada, o município rebateu as alegações da categoria, afirmando que mantém diálogo permanente com os servidores e que segue critérios de legalidade, responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo.
O prefeitura aponta restrições pra aplicação das leis e diz que segue orientações da Confederação Nacional dos Municípios, considerando os impactos financeiros das medidas. No caso ampliação do piso do magistério pra educação infantil, o entendimento é que cargos de apoio seguem regidos pela legislação local e não se enquadram na mudança.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
