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Itapema lança maior projeto da história para superar desafio habitacional

Casa Itapema prevê 1120 apartamentos e mobiliza o setor construtivo da região

Apartamentos seguem padrão do Minha Casa, Minha Vida (Felipe Trojan)
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O avanço do mercado imobiliário e a valorização acelerada dos imóveis transformaram Itapema em uma das cidades mais caras do litoral catarinense — e também ampliaram o desafio de garantir acesso à moradia para quem vive e trabalha no município. É nesse contexto que surge o Casa Itapema, considerado pela prefeitura o maior projeto habitacional já estruturado na cidade e que, além de ampliar a oferta de moradias, deve movimentar a construção civil local.

Criado por lei municipal em dezembro de 2025, o programa entrou na fase técnica com a abertura de um processo para escolher as construtoras que vão apresentar os projetos e tocar as obras. Nesta primeira etapa, estão previstos ao menos 1120 apartamentos em quatro áreas públicas da cidade. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicolau Domingos da Silva Neto, o pacote ainda inclui 48 moradias em parceria com o programa estadual Casa Catarina e pode crescer no futuro com unidades da Faixa 1, voltadas às famílias de renda mais baixa.

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Quatro áreas

fora da orla

Os empreendimentos serão construídos na rua 802, no bairro Casa Branca, com 400 apartamentos; na rua 708, também no Casa Branca, com 320; na rua 406H, no Sertão do Trombudo, com 240; e nas ruas 430 e 428, no Morretes, com 160 unidades. Na prática, o projeto espalha a produção habitacional por bairros fora da orla, onde ainda há espaço para crescer e o custo da terra é menor.

A prefeitura diz que a escolha dos terrenos já levou em conta fatores como acesso, água, energia e proximidade de serviços públicos. A ideia é evitar que os conjuntos sejam erguidos em áreas sem estrutura para receber esse novo volume de moradores.

Como serão os prédios?

O Casa Itapema vai trabalhar com conjuntos de prédios. O termo de referência prevê edifícios com até 12 andares e no máximo 12 apartamentos por andar. As unidades deverão ter, no mínimo, 33 metros quadrados e seguir o padrão do Minha Casa, Minha Vida: dois quartos, banheiro, sala, cozinha e lavanderia.

Também haverá reserva mínima de 3% dos apartamentos adaptados para pessoas com deficiência. Nas áreas comuns, os condomínios devem ter espaço de lazer, recreação infantil e churrasqueira. O projeto ainda exige infraestrutura para ar-condicionado e materiais dentro do padrão técnico da Caixa.

Como a disputa entre as construtoras ainda está em andamento, o desenho final de cada condomínio depende das propostas que forem apresentadas. Por isso, o formato exato dos prédios ainda pode mudar, desde que respeite o padrão mínimo.

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Como o modelo funciona?

O programa divide as tarefas. A prefeitura entra com os terrenos e coordena a política habitacional. A Caixa Econômica Federal é quem analisa os projetos, aprova o financiamento e avalia se as famílias podem comprar as unidades. Já as construtoras ficam responsáveis por elaborar os projetos e executar as obras. Ou seja: o município não vai comprar apartamentos nem bancar diretamente a construção; as unidades serão financiadas pelos próprios compradores dentro das regras do programa federal.

Para a construção civil, o impacto pode ser grande. Um projeto desse tamanho tende a movimentar mão de obra, fornecedores, projetistas, transportadores e prestadores de serviço por vários anos. A previsão inicial é que as obras levem até 36 meses depois da assinatura do contrato de financiamento.

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O cadastro das famílias ainda não foi aberto. Segundo o secretário, os critérios de seleção estão em fase final e só serão divulgados no lançamento das inscrições.

Nesta etapa, o programa vai atender famílias das Faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Segundo a prefeitura, a Faixa 2 reúne famílias com renda mensal de R$ 2850,01 até R$ 4,7 mil, enquanto a Faixa 3 atende quem ganha de R$ 4700,01 até R$ 8,6 mil. A prefeitura planeja destinar cerca de 30% das unidades à Faixa 2 e o restante à Faixa 3, perfil que se aproxima de boa parte dos trabalhadores que vivem em Itapema.

Já a Faixa 1, citada como possibilidade futura, é voltada às famílias com renda mais baixa. Segundo Nicolau, o município estuda buscar recursos próprios para atender esse grupo mais adiante.

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