ITAJAÍ
Ato em frente ao porto dá início ao movimento de greve de caminhoneiros na região
Manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com apoio de portuários
João Batista [editores@diarinho.com.br]
Ato em frente à Superintendência do Porto de Itajaí na manhã desta quinta-feira deu largada para a paralisação dos caminhoneiros na região, anunciada a partir do meio-dia. A concentração é prevista no pátio do posto Dalçóquio, na rodovia Jorge Lacerda, mas há orientação pra que os trabalhadores não carreguem os caminhões e fiquem parados em casa.
A manifestação perto do Porto de Itajaí reuniu cerca de 200 pessoas. A Polícia Militar e a Guarda Portuária acompanharam o ato. O movimento teve participação de trabalhadores portuários da mão-de-obra avulsa. O presidente da Intersindical da categoria, Ernando João Alves Júnior, o Correio, cobrou a valorização dos portuários e medidas da superintendência para a carga geral, modalidade que vem perdendo espaço no porto.
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Por parte da Associação Nacional do Transporte de Cargas (ANTC), o diretor Sérgio Roberto Pereira, o manifesto serviu pra convocar os motoristas a aderirem à paralisação. “Hoje, a partir das 12h, a orientação nossa é pro motorista não carregar mais e não aceitar frete das transportadoras”, comentou, destacando que o movimento é pacífico e não terá bloqueio de rodovias. A justiça proíbiu atos que tranquem estradas e portos.
“A paralisação é pacífica. A paralisação nossa não é de piquete, não é de nada. É de conscientização dos motoristas. Eles têm que ser conscientes de que, se não fazer isso, que vai ser o maior prejudicado vão ser eles”, disse Sérgio. Segundo ele, os motoristas podem participar deixando os caminhões parados em qualquer lugar.
“A gente está orientando todo mundo a ficar em casa. Não precisa em si ir pra lá [posto Dalçóquio]. Eles devem deixar os caminhões num posto, num pátio, num estacionamento, em casa... Se não pegar carga, está ótimo”, completa Sérgio.
Conforme explicou, a organização desta maneira evita que os caminhoneiros sejam multados, como ocorreu na greve de 2018, quando houve bloqueios de estradas e acessos aos portos. “Nós não queremos isso. Queremos a população do nosso lado e que os motoristas não sejam mais prejudicados do que já estão sendo”, ressaltou.
O diretor da associação também explicou que não há reunião prevista com a administração local do porto, embora a entidade já tenha solicitação diálogo pra tratar de melhorias nas condições dos caminhoneiros que atendem ao porto. A paralisação será iniciada por tempo indeterminado. A categoria espera que o governo federal publique uma Medida Provisória (MP) com reajuste no piso mínimo do frete e que adote medidas contra os aumentos abusivos do diesel.
O tema é discutido por lideranças nacionais dos transportadores autônomos, a partir do sindicato dos trabalhadores que atendem o Porto de Santos. Por lá, a greve foi aprovada, mas ainda não houve definição de data, à espera de avanços da reinvindicações junto ao governo federal. Sérgio adianta que, se for aprovado o que a categoria pede, a paralisação será encerrada na região.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
