COPA DO MUNDO
Luciano Hang nega patrocínio de R$ 235 milhões na Globo
Empresário confirma que vai anunciar na emissora, mas contesta valores apontados em reportagem
Juvan Neto [editores@diarinho.com.br]
A informação de que a rede de lojas Havan estaria desembolsando R$ 235 milhões para patrocinar a cobertura da Copa do Mundo através da Globo, acabou gerando uma nota pública do empresário Luciano Hang nesta quarta-feira, desmentindo a negociação.
A informação foi veiculada inicialmente pela coluna “Outro Canal”, especializada em bastidores da televisão e rádio, na Folha de São Paulo, e acabou repercutindo em portais especializados de economia, política e esportes – como é o caso do InfoMoney, da revista Veja e do Poder 360.
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De acordo com a Folha, a rede de Hang teria investido na chamada “cota de apoio”, formato em que o anunciante aparece em ações de conteúdo e nos intervalos comerciais dos jogos – pela planilha comercial da Globo, cada cota desse tipo é avaliada em cerca de R$ 235 milhões.
A coluna do jornal paulista lembrou ainda que Hang, até então, concentrava os investimentos publicitários da rede varejista em emissoras concorrentes, como SBT, Jovem Pan, Band ou Record – embora já tenha havido inserções publicitárias da marca nos intervalos comerciais da emissora da família Marinho.
Em nota emitida nesta quinta, Hang assegura que o valor apurado pela Folha de São Paulo “não condiz com a verdade”, e que não seria a primeira vez que o jornal “divulga informações incorretas envolvendo a Havan e o empresário Luciano”.
A Havan, entretanto, confirma que vai patrocinar a Copa do Mundo pela emissora carioca, “por entender que o futebol é uma paixão nacional, mobiliza o país e une famílias”, e que só não investe em horários do “telejornalismo da Globo” por não concordar com a linha editorial da emissora.
A nota da rede não detalha valores desse novo investimento publicitário, mas opta por endurecer contra a publicação da Folha.
“Agem dessa forma de maneira intencional, confiando que nada lhes acontecerá, como ocorreu em 2018, quando o jornal acusou o empresário de disparos de mensagens via WhatsApp durante o período eleitoral, uma mentira da qual nunca se retrataram”, pontua a publicação, relembrando o polêmico apoio dado por Hang ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).
O empresário frisa ainda que seguirá “focado em seu crescimento e na geração de empregos em todo o Brasil” e que exige da Folha “apuração rigorosa antes da divulgação de dados”.
O DIARINHO apurou que o primeiro patrocínio da Havan na Globo aconteceu em 2018, e justamente num produto do setor de jornalismo: os intervalos do Fantástico, tradicional programa dos domingos. Em 2019, começaram discordâncias políticas e surgiram na imprensa as primeiras falas sobre “boicote” da rede de lojas à emissora.
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Juvan Neto
Juvan Neto; formado em Jornalismo pela Univali e graduando em Direito. Escreve sobre as cidades de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras.
