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A política por trapaças


É incrível como muitas coisas caminham por trapaças, outras por desafios. Algumas vezes as trapaças nos desafiam e, em outras, nos enganam. Somos movidos pela necessidade de superar obstáculos e pela alquimia de conquistar desejos. Sempre queremos mais! Sem sonhos e obstáculos os movimentos tendem à inércia. As trapaças estão no outro lado da rua dessa caminhada. Funcionam como enganadores, falseadores; dissimulam os cenários e fantasiam os fatos. Tudo para que tudo caiba na vontade de controlar, não as coisas e os fatos porque eles não se dispõem a isso. A vontade de poder sobre o mundo cria o contorcionismo imaginativo de estórias encantadas: “Era uma vez...”. As trapaças também podem ensinar quando o erro se torna um amigo que mostra que o atalho é uma angústia invertebrada do trapaceiro. O erro é companheiro do aprendizado, um amigo que indica o lugar do acerto.

Superamos muitas dificuldades em nossa história política, apesar das resistências de tantos. Liberdade social e política é o melhor sinal verde no trânsito da cultura política. Nas referências sobre a violência cabe dizer, com olhos bem abertos, que o direito à vida, qualquer vida [ecossistemas, animais urbanos, seres selvagens, mulheres e homens, crianças e idosos, negros e brancos...] é oco se não for acompanhado da liberdade de viver. Andar nas ruas sem a preocupação de ser atropelado por balas perdidas, feminicidas escravistas, “automóveis” embriagados, “facadas” invasivas... Direito à vida e à liberdade de viver são partes de uma mesma coisa: liberdade política e existencial.

As trapaças sobem como entorpecente, alucinógeno, criam um mundo perfeito da mais perfeita imperfeição. Os partidos políticos e as locações dos políticos são testemunhos das trapaças que a democracia tem levado. Depois de algumas quedas, depois de ralar os joelhos e cotovelos, depois de contar a história das cicatrizes, a preocupação fica concentrada na cura das feridas, na suspensão da dor.

As janelas partidárias são a trapaça política da fidelidade partidária. Ao mesmo tempo que se pode cantar em prosas a liberdade de se mover para qualquer “canto partidário”, argumento ...

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Superamos muitas dificuldades em nossa história política, apesar das resistências de tantos. Liberdade social e política é o melhor sinal verde no trânsito da cultura política. Nas referências sobre a violência cabe dizer, com olhos bem abertos, que o direito à vida, qualquer vida [ecossistemas, animais urbanos, seres selvagens, mulheres e homens, crianças e idosos, negros e brancos...] é oco se não for acompanhado da liberdade de viver. Andar nas ruas sem a preocupação de ser atropelado por balas perdidas, feminicidas escravistas, “automóveis” embriagados, “facadas” invasivas... Direito à vida e à liberdade de viver são partes de uma mesma coisa: liberdade política e existencial.

As trapaças sobem como entorpecente, alucinógeno, criam um mundo perfeito da mais perfeita imperfeição. Os partidos políticos e as locações dos políticos são testemunhos das trapaças que a democracia tem levado. Depois de algumas quedas, depois de ralar os joelhos e cotovelos, depois de contar a história das cicatrizes, a preocupação fica concentrada na cura das feridas, na suspensão da dor.

As janelas partidárias são a trapaça política da fidelidade partidária. Ao mesmo tempo que se pode cantar em prosas a liberdade de se mover para qualquer “canto partidário”, argumento sustentado pelo desejo libertador do indivíduo de sair de um partido e se voltar a outro por razões que somente sua razão individual pode explicar, os versos sobre os partidos políticos ficam sem rima, sem sentido.

A fidelidade partidária serve apenas para punir os controversos em mandato. A vaga conquistada na representação parlamentar pertence ao partido político e, caso algum vereador ou deputado resolva “mudar de endereço”, então que vá sozinho e deixe as conquistas eleitorais dentro de casa. A capacidade de engano das trapaças refaz a caminhada: as janelas partidárias permitem aos candidatos, conforme suas possibilidades e desejos, a alteração do CEP de sua morada política. Mas, quem muda muito de endereço não faz vizinhos, nem amizades de bairro. A fidelidade partidária serve apenas em referência ao mandato eletivo parlamentar. De resto, não há resto.

Os partidos políticos perdem, com essas trapaças, sua própria força, sua capacidade de agrupar valores na multidão de recém-filiados, de ser referência de métricas políticas. Ideologia? Um fim sem começo, sem história, sem substância. Tentem, num esforço rápido, pensar e comentar sobre a história recente dos partidos políticos no Brasil. Talvez em dois ou três deles você possa falar que seus avós ou seus pais estavam por ali. “Ali” tem história e erros-amigos!


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