Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 06/04/2026 09:23
Há dias em que o silêncio faz barulho e a alma parece habitar um estado de urgência constante. É uma inquietação que não se explica pelo relógio ou pelas tarefas pendentes, mas por uma busca interna, quase instintiva, por algo que o coração ainda não sabe nomear. Nesse turbilhão, o mundo exterior se torna um cenário de estímulos, onde os olhos saltam entre páginas e telas, famintos por uma conexão que traga sentido ao caos.
É justamente nesse estado de suspensão que a poesia costuma bater à porta, não como uma visita educada, mas como uma necessidade de sobrevivência. Quando os pensamentos, antes desordenados e velozes, encontram o caminho do lápis, algo mágico acontece: o peso se transforma em métrica e a confusão se torna clareza. As palavras deixam de ser meras letras para se tornarem instrumentos de cura e ordem.
No texto de hoje, convido você a percorrer esse caminho comigo — do compasso acelerado da mente irrequieta até o momento exato em que o pensamento finalmente descansa e encontra seu ritmo na paz da folha em branco.
Mente Irrequieta
Mente irrequieta,
busca frenética,
suprimir a falta
de algo que não sei.
A mente gira depressa,
os olhos buscam leitura.
A inspiração surge da palavra,
o tema se descortina.
Lápis e papel — instrumentos.
Os pensamentos voam,
preciso ordená-los.
Surge a concordância,
nasce a poesia.
"A poesia é o repouso da alma."
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