Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 04/04/2026 10:54
No dia 1º de abril de 2026, acompanhei ao vivo o lançamento da missão Artemis II.
O foguete partiu do Kennedy Space Center, levando quatro astronautas em um sobrevoo lunar — o primeiro tripulado em mais de 50 anos. Um feito histórico. Mas, para além da história, foi um momento profundamente humano.
Assisti pela tela, mas senti no corpo.
Em algum ponto, deixei de ver apenas um lançamento. Passei a imaginar todos nós ali. Nossos sonhos embarcados naquele foguete. Nossa fragilidade diante do universo. Nosso tamanho — ou a falta dele.
A Terra, vista de fora, deixa de ser centro.
Vira detalhe.
E isso não diminui a gente.
Expande.
Foi com esse atravessamento que escrevi este poema:
⸻
Passagem
por Alfa Bile
📍 4 de abril de 2026
O relógio marca despedida.
solta.
Na plataforma,
a explosão escreve
em luz.
Olhares seguem
como se pudessem
ir junto.
Do alto,
o azul
vira memória.
cada vez menor.
Entre dois pontos,
vidas presas
por sinais invisíveis.
É passagem.
não chegada.
Contorna —
como quem entende
que há coisas
que não se tocam.
Depois disso,
o mundo permanece.
Mas quem viu a Terra
diminuir
nunca mais
cabe nela.
⸻
Esse poema não fala só de um foguete.
Fala de perspectiva.
Há experiências que não cabem na rotina depois que acontecem. Ver a Terra de fora — mesmo que por imaginação — desloca algo dentro da gente.
Talvez por isso a exploração espacial sempre emocione.
Não é só sobre ir.
É sobre voltar… diferente.
📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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