Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 27/03/2026 08:41
Nesse post trago um haikai que escrevi sobre o outono.
Tenho me interessado cada vez mais por esses pequenos recortes do mundo. O haikai tem essa capacidade quase silenciosa de capturar um instante simples — e, ainda assim, carregar dentro dele uma memória inteira.
O outono sempre me provoca isso. Não apenas pela mudança das folhas, mas pelos detalhes que ficam: o chão colorido, o som seco dos galhos, a sensação de tempo passando sem pedir licença.
Haikai 21
📅 30 de outubro de 2025
#haikai #outono
Galhos desnudos —
flores suicidas caem,
caminho colorido.
Gosto da ideia de “flores suicidas”. Não como drama, mas como entrega ao ciclo. Elas caem porque é tempo. E, ao cair, transformam o caminho.
O haikai, no fundo, fala disso: pequenos detalhes que permeiam a nossa memória afetiva. Coisas que vemos todos os anos, mas que, em algum momento, nos atravessam de um jeito diferente.
A estação muda.
E a gente também.
📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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