Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 05/04/2026 09:51
Acordei e meus cinco sentidos se aguçaram. Voei para um tempo em que o domingo de Páscoa tinha cheiro e gosto.
Da cozinha vinha o barulho que denunciava o trabalho da minha mãe, que cuidadosamente tingia os ovos cozidos com anilinas coloridas.
À mesa já nos esperava com o bolo de amendoim, preparado no sábado de Aleluia.
Depois do café, começava a busca no quintal: o coelhinho havia passado e deixado pegadas, junto da tão esperada cesta de Páscoa.
Entre o capim, nossas mãos tateavam ansiosas até encontrar os ovinhos de chocolate embrulhados em papéis de alumínio coloridos. O toque áspero da relva e os dedos sujos de chocolate completavam a festa da infância.
O domingo seguia assim, entre reprimendas para não comer todo o chocolate de uma vez e a alegria da criança que ainda acreditava no coelhinho da Páscoa.
Que essa lembrança nos inspire a viver a Páscoa com a mesma pureza, esperança e alegria de outrora.
Feliz Páscoa!
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