Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 06/02/2026 10:02
A Falha Poética nasceu da recusa em fingir que o pensamento humano é organizado, linear e elegante o tempo todo. Eu escrevo porque penso — e pensar, quase sempre, é tropeçar.
Esse movimento que criei não busca o verso perfeito, nem a imagem lapidada até perder o pulso. A Falha Poética parte do princ...
Publicado 05/02/2026 00:00
Alterado 04/02/2026 16:05
Inventário do que não foi guardado
Esse poema nasceu a partir de uma música.
Mais especificamente, a partir do impacto que senti ao ouvir Bad Bunny em Debí Tirar Más Fotos.
Não é só uma canção sobre fotos. É uma música sobre memória, registro, tempo e aquilo que se perde quando a vida passa rápido de...
Publicado 03/02/2026 11:14
Para esta escolha, trago um dos nomes mais singulares e celebrados da literatura brasileira contemporânea: Manoel de Barros (1916–2014).
Embora tenha nascido no início do século XX, sua poesia ganhou reconhecimento amplo e definitivo a partir das décadas de 1980, 1990 e 2000, tornando-se um pilar d...
Publicado 31/01/2026 11:09
Alterado 31/01/2026 11:12
Esse poema nasceu de um exercício.
E faço questão de dizer isso.
Tenho buscado, cada vez mais, refinar minha escrita poética, entender melhor as possibilidades da linguagem, tensionar formas que já estão muito presentes nas redes sociais e que, justamente por isso, correm o risco de se tornarem fácei...
Publicado 30/01/2026 09:34
Alguns poemas não nascem para confortar.
Eles nascem para apontar um espaço.
Arquitetura do Silêncio surgiu de uma inquietação antiga: a percepção de que a violência nem sempre acontece em lugares óbvios. Muitas vezes, ela se instala em ambientes comuns, fechados, repetidos — corredores, quartos, casa...
Publicado 29/01/2026 09:49
Algumas imagens não nos abandonam.
Elas voltam, insistem, atravessam o tempo e continuam pedindo silêncio.
A cena que me atravessou tantas vezes vem do documentário A Marcha dos Pinguins (La Marche de l’Empereur), dirigido pelo cineasta francês Luc Jacquet. O filme foi lançado em 2005 e ganhou o mundo...
Publicado 27/01/2026 10:55
Esse poema nasceu da vontade de fazer a palavra cair.
Não apenas ser lida, mas escorrer no espaço.
O poema-objeto é uma forma de escrita em que o texto não existe só pelo que diz, mas também pelo modo como ocupa a página. A disposição das palavras faz parte do sentido. Ler é também olhar. O poema vira...
Publicado 26/01/2026 09:11
No post de hoje, quero falar de um poema que nasceu de um impacto real, físico e emocional.
Ontem, ao longo do dia, me vi profundamente tocado — a ponto de chorar — ao lembrar do feito de Alex Honnold. Não foi um choro imediato, cinematográfico. Foi desses que vêm em ondas, silenciosos, quando algo n...
Publicado 23/01/2026 09:33
Recebi um livro de poemas de Antonio Carlos Floriano durante o café da Confraria da qual participo todas as quintas-feiras. Confesso: até então, eu não conhecia sua escrita. E talvez por isso a leitura tenha vindo sem expectativa — o que, muitas vezes, é o melhor jeito de encontrar um poema.
Hoje li ...
Publicado 22/01/2026 10:22
No caminho das minhas criações poéticas e dos meus estudos, vão surgindo pequenos poemas. Eles aparecem quase sem aviso, como pensamentos que pedem forma curta para não se perderem.
Em um desses dias, enquanto escrevia poemas breves, minha mente foi para a natureza. Pensei nos ciclos naturais, no nas...
Publicado 21/01/2026 11:13
Há autoras que não escrevem apenas literatura.
Elas escrevem história, memória e reparação.
Conhecer a obra de Conceição Evaristo é compreender uma das vozes mais potentes e necessárias da literatura brasileira contemporânea. Nascida em 29 de novembro de 1946, em Belo Horizonte (MG), mulher negra e ...
Publicado 20/01/2026 09:39
Esse poema nasceu de uma fotografia que eu mesmo fiz.
Um instante simples, captado nas margens do Rio Itajaí-Açu, atrás do estacionamento da Praia do Atalaia, no Molhe.
Meu amigo Almir estava tarrafeando em cima das pedras. Firme nelas, atento ao gesto. Às vezes, a água subia e alcançava seus pés — n...
Publicado 19/01/2026 10:28
Alterado 19/01/2026 10:45
Esse haikai nasceu da noite.
Não da noite romântica ou contemplativa, mas daquela em que o corpo pede descanso e a mente insiste em permanecer acordada.
O quarto está escuro, mas o tempo não dorme.
O relógio aparece cansado — não porque parou, mas porque continua. Ele marca as horas sem entusiasmo, com...
Publicado 17/01/2026 09:50
Esse poema fala sobre ansiedade.
Não da ansiedade explosiva, visível, que pede ajuda em voz alta. Mas daquela que acompanha em silêncio. Que não impede o movimento, apenas o torna mais pesado.
A imagem da onda veio porque ela insiste. Não pergunta se pode vir. Ela vem de novo, e de novo, e de novo. ...
Publicado 16/01/2026 09:15
Há momentos em que o mundo segue em disparada — compromissos, ruídos, urgências — e, ainda assim, algo em nós encontra silêncio. Não porque tudo para, mas porque a presença certa muda o ritmo.
Esse poema nasceu dessa percepção. Do gesto pequeno e imenso de andar de mãos dadas. Quando os passos se al...
Publicado 15/01/2026 09:21
Esse poema nasceu da vontade de fazer o texto bater junto com o que ele diz.
Não apenas falar de um coração, mas agir como um.
Cardiograma é um poema-objeto porque a forma não ilustra o conteúdo — ela é o conteúdo. A disposição das palavras, os espaços, os recuos e as repetições constroem visualmente...
Publicado 13/01/2026 10:20
Sempre escrevi haikais a partir da forma tradicional: o olhar atento para o instante, a concisão, o silêncio que fica entre os versos. Esse tipo de escrita me ensinou a observar melhor o mundo. Mas, com o tempo, senti vontade de experimentar outros caminhos dentro do próprio haikai.
Foi assim que co...
Publicado 12/01/2026 09:27
A Falha Poética é um movimento poético que criei a partir daquilo que mais me interessa na escrita: o pensamento em estado bruto. Ela nasce do tropeço, da distração, da quebra de fluxo — da recusa em fingir que a mente humana é organizada, coerente e linear o tempo todo.
Na Falha Poética, o poema nã...
Publicado 11/01/2026 12:35
As Confissões Íntimas nasceram da necessidade de escrever sem escudo.
São poemas que não pedem licença, não elaboram demais, não se escondem atrás de metáforas complexas. Eles partem do corpo, da memória imediata, do que ainda dói enquanto é escrito.
Esse estilo não busca beleza formal acima de tudo....
Publicado 10/01/2026 08:54
Placenta rompida — adeus inevitável
Esse poema nasceu de uma imagem única, quase biológica, mas profundamente simbólica: o momento do parto. Não o nascimento em si, mas o instante anterior — o rompimento.
A placenta sempre me pareceu mais do que um órgão. Ela é vínculo, abrigo, mediação absoluta ent...
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Publicado 06/02/2026 20:15