IGREJA CATÓLICA
Papa critica indiferença à violência e pede paz durante missa de Páscoa
Líder da Igreja Católica alertou para a apatia diante do sofrimento alheio e cobrou diálogo entre nações
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]
O papa Leão XIV criticou a indiferença diante da violência e fez um apelo pela paz durante a missa de Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Foi a primeira celebração pascal dele desde que assumiu o comando da Igreja Católica.
Ao falar a milhares de fiéis, o pontífice pediu que líderes mundiais abandonem as armas. “Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz. Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo”, afirmou.
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O papa também destacou a perda de sensibilidade diante do sofrimento humano. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam”, disse.
Leão XIV alertou para o avanço da chamada “globalização da indiferença”. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que acontecem em diferentes partes do mundo”, afirmou, ao retomar expressão usada pelo papa Francisco.
Ao citar Cristo como exemplo, ele defendeu a cooperação como caminho para superar guerras. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis. Não visa o interesse particular, mas o bem comum”, declarou.
O pontífice também falou sobre o significado da Páscoa para os cristãos. “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar, porque o poder da morte ameaça constantemente”, disse.
Na sequência, voltou a criticar a apatia. “Todos temos medo da morte e, por medo, preferimos não olhar. Mas não podemos continuar indiferentes. Não podemos nos resignar ao mal”, completou.
Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas acompanharam a celebração. Ao final da missa, o papa reforçou o apelo. “Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração. Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que transforma o coração de cada um de nós”, concluiu.
Redação DIARINHO
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
