A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), o Porto de Itajaí e a empresa holandesa Van Oord assinaram o contrato para a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário do Itajaí-açu. A ordem de serviço foi liberada ainda nesta quarta-feira e a draga já deve voltar a fazer a manutenção do calado.
O contrato tem valor de R$ 63,8 milhões, assinado na terça-feira de forma eletrônica, tem vigência inicial de 12 meses. A medida garante a continuidade dos serviços e das operações portuárias pelos ...
O contrato tem valor de R$ 63,8 milhões, assinado na terça-feira de forma eletrônica, tem vigência inicial de 12 meses. A medida garante a continuidade dos serviços e das operações portuárias pelos próximos anos.
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Segundo a administração portuária, a licitação definitiva reforça a segurança da navegação, mantém as condições do canal e amplia a competitividade logística de Santa Catarina.
O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, afirmou que a assinatura do contrato representa um avanço para o setor e que o contrato pode ser prorrogado por até cinco anos. “Hoje, o Porto de Itajaí dá um passo decisivo para garantir segurança e previsibilidade às operações. Com a assinatura eletrônica do contrato da licitação definitiva, asseguramos a dragagem para os próximos cinco anos, o que representa mais estabilidade operacional, mais confiança para o setor e mais competitividade para o nosso porto público. Esta gestão enfrentou e resolveu um passivo histórico, com o pagamento da dívida de R$ 48 milhões deixada pela gestão anterior, e, agora, conclui a licitação definitiva, consolidando uma solução estruturante para o Porto de Itajaí”, afirma.
Nesta quarta-feira, o complexo portuário de Itajaí e Navegantes completa 47 dias sem dragagem. O serviço foi interrompido após o fim do contrato emergencial com a própria Van Oord, no dia 13 de fevereiro.
Inicialmente, a Codeba lançou um contrato emergencial de seis meses, vencido pelo consórcio DTA-Chec, que deveria iniciar os trabalhos no dia 23 de março. A empresa desistiu do serviço, o que abriu espaço para a convocação da segunda colocada, a Van Oord, por R$ 45,8 milhões.
Paralelamente, o processo definitivo seguiu e teve a Van Oord como vencedora da licitação anual. Com isso, o Porto de Itajaí e a Codeba optaram por firmar diretamente o contrato definitivo, o que deve gerar economia de cerca de R$ 2,3 milhões por mês em relação ao modelo emergencial.