A desconfiança de moradores tem prejudicado o trabalho de combate a endemias em Navegantes. Só em 2025, agentes foram impedidos de entrar em casas 1718 vezes, o que compromete ações de prevenção contra doenças como dengue, zika e chikungunya.
Segundo a secretaria de Saúde, o medo de golpes e furtos faz com que moradores recusem a entrada dos profissionais, o que prejudica a fiscalização e o controle de focos do mosquito Aedes aegypti. ...
Segundo a secretaria de Saúde, o medo de golpes e furtos faz com que moradores recusem a entrada dos profissionais, o que prejudica a fiscalização e o controle de focos do mosquito Aedes aegypti. Os agentes atuam diariamente na inspeção de imóveis, eliminando criadouros e monitorando outros vetores, como escorpiões.
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Além das recusas, 66565 imóveis não foram vistoriados por estarem fechados ou sem resposta dos moradores. O número compromete a meta de alcançar ao menos 80% de cobertura nas visitas ao longo do ano, explica o secretário de Saúde, Pablo Sebastian Velho.
A gerente da área, Diane Assunção, afirma que o receio é compreensível, mas destaca que há formas seguras de confirmar a identidade dos agentes. Os profissionais usam colete cinza com identificação da prefeitura e da vigilância, além de crachá. Em dias de calor, também utilizam chapéu oficial.
“Receber o agente de combate às endemias em casa é um ato simples, mas de enorme importância para a família e a vizinhança. Dengue, zika e chikungunya não escolhem endereço, e o Aedes aegypti aproveita qualquer descuido para se reproduzir”, disse Pablo ao DIARINHO.
O secretário reforça que imóveis sem vistoria viram pontos cegos no combate às doenças. “É nesses espaços que o mosquito encontra ambiente ideal para se proliferar. Por isso, fazemos um pedido à população: confie no trabalho desses servidores e abra as portas”, completou.
Mesmo quando conseguem entrar nos imóveis, os agentes ainda enfrentam outro problema: cães soltos. Neste ano, seis profissionais foram mordidos durante visitas. A orientação é que os moradores mantenham os animais presos durante a vistoria.
Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a vigilância pelo telefone (47) 3185-2384 antes de negar o acesso.