SAÚDE
Itajaí registra maior apreensão de câmaras de bronzeamento já feita em SC
Diretor da Vigilância Sanitária diz que ação retirou 14 equipamentos irregulares de circulação
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária de Itajaí apreenderam 14 equipamentos de bronzeamento artificial durante operação na manhã desta quarta-feira. A ação quer combater o uso irregular de câmaras que emitem radiação ultravioleta (UV) para fins estéticos, prática proibida no Brasil.
Batizada de Operação Bronzeamento, a ação foi conduzida pela Polícia Civil de Itajaí em conjunto com a Diretoria de Vigilância Sanitária do município. A investigação começou em agosto do ano passado e apontou que os equipamentos estavam sendo usados de forma irregular em diferentes estabelecimentos.
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Durante a operação, foram cumpridas oito ordens judiciais de busca e apreensão nos bairros São Vicente, São João, São Judas, Cordeiros e centro. Também houve busca na região da Itaipava, mas nenhum equipamento foi encontrado.
Além das 14 máquinas de bronzeamento, as equipes também apreenderam insumos usados na atividade, como fitas adesivas para montagem de biquíni e produtos aceleradores de bronzeado sem registro sanitário.
Em um dos estabelecimentos fiscalizados foram encontrados cinco equipamentos. O diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt, afirmou que esta foi a maior apreensão de equipamentos de bronzeamento artificial já feita no estado.
“É a maior apreensão de maquinário da história em Santa Catarina. A operação ainda não terminou e as equipes continuam em diligência”, disse.
Segundo a Vigilância Sanitária, não existe qualquer autorização especial ou decisão judicial válida em Itajaí que permita o uso desses equipamentos para fins estéticos.
Bronzeamento artificial é proibido
O uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos é proibido no Brasil desde 2009. A restrição está prevista na resolução da diretoria colegiada (RDC) 56/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com Silvio Schaadt, atualmente não existe autorização para o uso desses equipamentos para fins estéticos. “Não existe nenhuma câmara de bronzeamento permitida. Algumas tinham decisões liminares no passado, mas essas autorizações foram derrubadas”, explicou.
A proibição foi adotada após estudos científicos da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) classificarem a exposição a esses equipamentos como carcinogênica para seres humanos.
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Segundo especialistas, a exposição à radiação ultravioleta emitida pelas câmaras aumenta significativamente o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma.
A Vigilância Sanitária também alerta que a exposição descontrolada à radiação nessas máquinas é cumulativa e pode causar neoplasias malignas, envelhecimento precoce da pele e danos oculares irreversíveis.
As investigações continuam para identificar os responsáveis e apurar possíveis infrações administrativas e crimes relacionados à atividade irregular.
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Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
