Um mês após a morte da professora aposentada Elsa Ceratti, de 78 anos, a família ainda aguarda por Justiça. Elsa foi atropelada por uma moto enquanto atravessava a faixa de pedestres da rua 3122, em Balneário Camboriú, em dezembro do ano passado. Ela ficou 11 dias internada na UTI do hospital Marieta Konder Bornhausen, mas não resistiu aos ferimentos.
A sobrinha, Sabrina de Almeida, de 46 anos, contou que no dia 15 de dezembro a tia foi atingida pela moto enquanto atravessava a faixa de segurança. “Ela era uma pessoa maravilhosa, estava indo comprar ...
A sobrinha, Sabrina de Almeida, de 46 anos, contou que no dia 15 de dezembro a tia foi atingida pela moto enquanto atravessava a faixa de segurança. “Ela era uma pessoa maravilhosa, estava indo comprar enfeites de Natal. O motorista estava com a habilitação cassada por ter cometido infração gravíssima anteriormente”, afirmou.
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Mesmo sem carteira, a sobrinha conta que ele não foi preso e nem teve a moto apreendida. Elsa sofreu múltiplas fraturas expostas, teve costelas perfurando o pulmão e trauma generalizado. Ela faleceu no dia 26 de dezembro e foi velada e cremada no crematório Vaticano.
A revolta da família é que, mesmo com o motociclista identificado e o boletim de ocorrência registrado, não foi feita justiça pela morte da professora aposentada. “Eu não me conformo com uma cidade onde muitos idosos escolhem pra morar e que não oferece segurança. Essa morte não foi um caso isolado. Os motoristas precisam aprender a respeitar a faixa de pedestres”, desabafa Sabrina.
Ela lembra com carinho da tia. “Era uma pessoa incrível, uma professora muito querida. Atuou como professora de ciências em uma escola da Barra, mas já estava aposentada havia um bom tempo. Era superativa. Há dois anos foi síndica de dois prédios ao mesmo tempo. Também foi proprietária da Boutique Yoska, nos anos 1980 e 1990”, contou.
A família ainda espera que o motociclista responda pelo crime e que a Secretaria Municipal de Segurança Pública de Balneário Camboriú promova ações educativas para conscientizar motoristas. “Minha família está arrasada. Praticamente se desfez. O filho dela está perdido”, lamenta Sabrina.
Atropelada no cruzamento
No dia do acidente, o motociclista G.S.P. contou que estava se deslocando com a Honda CG 160 Fan pela Terceira avenida quando converteu na rua 3122. No boletim de ocorrência, ele alegou que o semáforo estava aberto pra ele e fechado pros pedestres no momento em que atingiu a professora aposentada.
Segundo o relato do motociclista, ele não conseguiu evitar a batida e acertou a vítima em cheio. Elsa sofreu politraumatismos nos braços e nas pernas, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao hospital Ruth Cardoso. Depois, foi transferida para o hospital Marieta. O cruzamento onde foi a batida tem câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais, mas no dia a polícia não teve acesso às imagens.
A Polícia Civil ainda não respondeu os questionamentos do DIARINHO sobre a investigação do atropelamento e nem se teve acesso às imagens das câmeras confirmando como o atropelamento aconteceu.
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Segundo o secretário de Segurança Pública de BC, Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, apesar de ser um caso muito relevante e merecer total atenção das forças de segurança, “as estatísticas não dão conta de ser um tipo de ocorrência frequente”. Ele ainda lembrou que a BC Trânsito possui uma escola pública de trânsito, que desenvolve programas e campanhas educativas relacionadas ao cuidado com o trânsito na cidade.