SAÚDE

Hospital nega negligência no atendimento à criança que morreu de meningite

Direção do Ruth Cardoso afirma que atendimento seguiu os protocolos clínicos

Nota oficial do hospital de BC nega falhas no atendimento (Foto: Leitor)
Nota oficial do hospital de BC nega falhas no atendimento (Foto: Leitor)

O Hospital Municipal Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, negou que tenha ocorrido negligência no atendimento ao menino de cinco anos, vítima de meningite bacteriana e tuberculose, que morreu no hospital Pequeno Anjo, de Itajaí, nesta sexta-feira. Em nota oficial, as direções Geral e Técnica do hospital afirmam que todos os procedimentos adotados seguiram rigorosamente os protocolos clínicos estabelecidos.

Familiares e amigos da criança, que era de família haitiana, acusam o hospital de demorar na realização de exames e na transferência do menino para Itajaí. O caso gerou comoção e revolta de familiares e amigos.

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Os pais alegam que levaram o menino quatro vezes ao hospital Ruth Cardoso, mas relatam que ele foi medicado e liberado sem a realização de exames. No domingo passado, ele foi atendido no PA da Barra e, em estado grave, transferido ao hospital Pequeno Anjo, onde recebeu diagnóstico de meningite bacteriana e tuberculose. O menino faleceu por volta das 16h desta sexta-feira. 

A secretaria de Saúde de Balneário Camboriú informou que todos os atendimentos foram feitos conforme protocolos médicos. “O referido paciente deu entrada em nossa unidade no dia 26 de junho de 2025, apresentando sintomas algicos sem local específico, sem evidências clínicas que indicassem, naquele momento, quadro de gravidade. Foi prontamente avaliada por profissional médico, o qual, observando os protocolos assistenciais e diretrizes clínicas vigentes, instituiu tratamento medicamentoso pertinente e monitorou a evolução do quadro”, disse a nota.

Segundo o hospital, a criança permaneceu por cerca de seis horas na unidade e recebeu alta por não apresentar, à época, critérios técnicos que justificassem internação ou intervenção adicional.

"A criança veio a procurar novamente atendimento, nove dias após a alta hospitalar, junto à Unidade de Pronto Atendimento da Barra, no dia 6 de julho, sendo transferida ao Hospital Pequeno Anjo, onde, lamentavelmente, evoluiu a óbito", completou o comunicado.

Ainda de acordo com a nota, o hospital reforçou que não houve qualquer responsabilidade ou negligência no caso. "Seria leviano, e profundamente desrespeitoso com os profissionais envolvidos, atribuir a eles a responsabilidade por uma condição de saúde que, à época da consulta, não se apresentava de forma manifesta, nem era previsível a partir dos elementos clínicos então disponíveis", destacou o hospital.

Por fim, o Hospital Ruth Cardoso se solidarizou com os familiares do menino. "Permanecemos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos adicionais, assegurando, sempre, o respeito à intimidade e à dignidade dos envolvidos", finalizou a nota.



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