Centro de ITAJAÍ

Casarão da PF continua abandonado

Vizinhos denunciam ação de usuários de drogas; prefeitura quer fazer Conservatório de Música, governo federal negou

Prefeitura de Itajaí não desistiu de fazer Conservatório de Música nesse local 
 (Foto: Anderson Davi)
Prefeitura de Itajaí não desistiu de fazer Conservatório de Música nesse local (Foto: Anderson Davi)

Quase um ano depois de negar o pedido da Fundação Cultural de Itajaí de cessão do prédio antigo da Polícia Federal para o Conservatório de Música, a Superintendência do Patrimônio da União em Santa Catarina mantém o local abandonado. É o que denunciam vizinhos do casarão Nelson Seára Heusi, na rua XV de Novembro, no centro de Itajaí, que sediou por mais de 30 anos a delegacia da Polícia Federal da cidade.

Após a saída da PF do local, em 2020, o espaço se tornou abrigo para usuários de drogas e teve boa parte da estrutura roubada. Segundo a vizinhança, até caramujos africanos estão surgindo no terreno, por falta de manutenção.

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O pedido da fundação foi negado em fevereiro de 2021, porém a situação pode mudar se um acordo com a União for conseguido. De acordo com Normélio Weber, superintendente administrativo das Fundações de Itajaí, em novembro do ano passado o município voltou a ser procurado, dessa vez pela superintendência regional do Ministério do Trabalho.

A intenção inicial do governo federal era utilizar o casarão para a sede do Ministério do Trabalho, que atualmente funciona em um imóvel alugado na avenida Marcos Konder. As reformas e adaptações do prédio seriam feitas com o dinheiro arrecadado com multas aplicadas pelo ministério, porém legalmente os recursos não poderiam ser utilizados para essa finalidade. Dessa forma, o governo federal voltou a considerar o pedido feito pela prefeitura de Itajaí.

“Em novembro eles nos procuraram e ficaram de retornar em dezembro, mas não houve contato. Coincidentemente, (nessa quinta-feira) eu liguei para o superintendente regional do Ministério do Trabalho, e ele está de férias, mas no dia 19, quando retornar, irá me procurar. Acredito que desta vez tem tudo para dar certo, para que a gente possa usar o prédio para a Fundação Cultural e para o Conservatório de Música”, detalha Normélio.

Outra alternativa para o Conservatório, segundo Normélio, é a construção de um anexo no teatro municipal, com o projeto já definido e os recursos reservados. Porém, a prioridade é utilizar o antigo prédio da Polícia Federal, que receberia os investimentos para reforma e adaptação. Atualmente, a escola de formação musical funciona na Casa da Cultura Dide Brandão e não tem sede própria. A mudança do Conservatório para o casarão tem apoio da classe artística.

O DIARINHO entrou em contato com a Superintendência do Patrimônio da União em Santa Catarina, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

Imóvel abandonado é problema para a vizinhança

O auxiliar de escritório Rodrigo Ramos trabalha ao lado do prédio abandonado e conta que a situação está insustentável. “Já tivemos todo o rufo de cima do muro roubado por usuários de crack que dormem no casarão. Tivemos que mandar fazer em alvenaria o rufo do muro, além da sujeira que está aquilo lá. Agora, pelo jeito, os caramujos estão se reproduzindo e saindo para fora do terreno. Do jeito que está não dá pra continuar”, comenta.

Rodrigo conta que um portão pelos fundos, na rua Camboriú, é usado pelos usuários de drogas para entrar e sair do prédio. Recentemente ele conversou com um servidor do Ministério do Trabalho, que estava vistoriando o prédio, e foi informado que dificilmente o prédio será ocupado pelo órgão federal.

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O gerente de Controle de Zoonoses da Vigilância Sanitária, Lúcio Vieira, conta que a prefeitura já recebeu denúncias do terreno e que está com dificuldades de intimar a União, responsável pela área, para fazer a limpeza e manutenção do terreno. Como é uma propriedade fechada, somente o proprietário pode realizar a limpeza e o descarte dos caramujos.



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