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Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)

Tragédia imensurável


As definições da palavra tragédia foram atualizadas no vocabulário do futebol brasileiro após o desastre aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense, jornalistas, e o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho. Não existe 7 a 1 em semifinal de Copa do Mundo que supere a tristeza e a consternação que o acidente na Colômbia provocou em todos os envolvidos com o esporte. Quis o destino (sem esquecer dos erros que culminaram na queda do avião) que fosse logo com a Chapecoense, clube que tinha conquistado a torcida de todos no Brasil, que estava no seu auge, que era o maior exemplo de gestão competente no futebol e que disputaria a primeira final continental da história do futebol catarinense.

Fim de uma era, início de outra

Em meados dos anos 2000, enquanto dirigente do Marcílio Dias, me lembro de visitar e receber a Associação Chapecoense de Futebol em algumas ocasiões. Na época, a Chape era um clube buscando sair da crise financeira e o Marinheiro galgava seu espaço no futebol nacional, disputando com certa frequência o Campeonato Brasileiro. De lá pra cá, tudo mudou. A sociedade chapecoense abraçou o Verdão e o clube começou a sua ascensão meteórica. De time da quarta divisão nacional à finalista continental foi menos de uma década. No fim desta era, que precede outra que também será vitoriosa, a Chape nos deixa mais uma lição: a união. Todas as homenagens - e que homenagens fantásticas! - são mais do que merecidas e nos fazem refletir: precisamos (torcedores, dirigentes, jogadores, imprensa) repensar a forma como encaramos o futebol. Colocar uma disputa esportiva acima das vidas envolvidas não faz o menor sentido. Pelo menos, muito do que tem acontecido nestes dias pós-tragédia nos deixam a esperança de que algo irá mudar. Oremos.

Perdemos um marcilista

Com mais de 30 anos à frente da Federação Catarinense de Futebol, é inegável que Delfim de Pádua Peixoto Filho teve um grande mérito no crescimento do futebol catarinense. Nos últimos anos, Delfim evoluiu muito e vivia um dos seus melhores momentos enquanto dirigente de futebol, peitando inclusive os corruptos da CBF. Mais do que isso, Delfim era marcilista, foi presidente e era conselheiro nato do clube, e estava muito esperançoso com a nova fase do Marinheiro. Diante do desgaste político que o clube passou neste ano, o presidente da Federação atuou diretamente para tentar recolocar o Marcílio Dias nos trilhos. Ele compareceu na última eleição, fazendo um belo discurso em prol do rubro-anil e da nova gestão. Nas últimas semanas, Delfim já havia se colocado à disposição para tratar pessoalmente com o prefeito eleito de Itajaí, Volnei Morastoni, sobre o imbróglio que envolve o terreno do Dr. Hercílio Luz. Infelizmente, não deu tempo, mas que seu legado positivo perdure.


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