Publicado 07/01/2026 09:44
Apesar da retrospectiva oficial de 2025 da Celasc, ops, Celesc, uma sociedade de economia mista onde o governo estadual é o maior acionista e controlador, ter indicado que mais de R$ 3,5 bilhões já foram investidos de 2023 para cá para melhorar e ampliar o sistema elétrico de SC, a tal “segurança energética” parece estar longe de ser alcançada.
Pombocas
Isso a julgar pelos constantes problemas com quedas de energia e apagões pela região da Amfri e Vale do Itajaí. Do jeito que anda, teremos que voltar ao passado e usar pombocas e velas pra poder enfrentar a escuridão proporcionada pela falta de energia e abanadores pra aplacar o calor medonho.
Pra todo lado
O mais recente, nestes últimos dias, atingiu Itapema, onde mais de 8,1 mil imóveis ficaram sem luz, com maior concentração de interrupções no bairro Meia Praia. Já em Porto Belo, o bairro Perequê contabilizou aproximadamente 2950 residências atingidas pela falta de energia.
Quase 60 mil
Antes, mas logo ali atrás, em 25 de novembro último, outro apagão regional havia deixado cerca de 59 mil unidades consumidoras sem luz em Itajaí, Camboriú e Balneário Camboriú, causando transtornos para o povão, que é quem paga a conta.
Críticas severas
Diante destas falhas que têm se repetido nos últimos anos, o bocudo e entisicado deputado estadual Ivan Naatz (PL), que está retomando gradativamente suas atividades políticas neste ano eleitoral de 2026, depois de breve recesso, não deixou por menos e tem partido para cima da Celasc, ops, Celesc, cobrando imediatas providências, apesar de ser um parlamentar governista.
Passar a limpo
Segundo tem afirmado o deputado nos bastidores políticos, e também publicamente via suas redes sociais, a companhia precisa ser passada a limpo, pois tem falhas no atendimento à população, com constante falta de energia e também com problemas que persistem no sistema de cobrança aos usuários.
Fatura bilhões
Naatz denuncia que, em alguns locais da região, foram três dias sem energia. “A Celesc, há muito tempo, precisa ser passada a limpo. Fatura bilhões, divide bilhões entre seus acionistas e diretores ganham salários extraordinários, muito acima do limite constitucional. E o que faz a Celesc para a população? Nada! Neste ano nós vamos falar muito sobre a Celesc na Assembleia Legislativa”, afirmou, de forma contundente.
Privatização
Vale lembrar que, no ano passado, servidores e eletricitários da Celesc fizeram movimentações na Leléia, alegando que o governo tem “precarizado” a companhia, com muitas contratações de terceirizados que não estariam dando conta do recado na prestação de serviços e que isso seria uma “estratégia” para forçar uma futura venda e privatização da empresa, embora o governo negue. O tema promete render muito este ano. A conferir.
Foto (Divulgação)
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