COMUNIDADE
Santa Catarina ganha primeira associação de chineses e descendentes
Entidade foi fundada em Itajaí e quer fortalecer laços culturais e econômicos entre Brasil e China
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A primeira diretoria da Associação de Chineses e seus Descendentes de Santa Catarina tomou posse em Itajaí no sábado. A entidade é a primeira representação formal da comunidade chinesa no estado e reuniu autoridades municipais, representantes do governo estadual, lideranças empresariais e convidados de associações chinesas de outros estados do Brasil.
A presidência da primeira gestão será exercida por Dai Zai Mei. A cerimônia contou com a presença dos prefeitos de Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú e Camboriú, além de representantes do governo do estado e do vice-cônsul da China no Brasil, Xie Yancun.
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A região de Itajaí concentra atualmente a maior comunidade chinesa de Santa Catarina, o que reforça a importância da criação da associação como espaço de integração cultural, institucional e econômica entre os dois países.
Durante a solenidade, Xie destacou a importância estratégica de Santa Catarina na relação entre os dois países. “Santa Catarina é considerada uma importante porta de entrada para o comércio e o intercâmbio cultural entre Brasil e China. A fundação da associação oferece aos chineses que vivem em Santa Catarina um verdadeiro lar, servindo como uma ponte que conecta a comunidade chinesa ao Brasil e abre uma nova página na história dos chineses locais”, afirmou.
A associação quer fortalecer os laços entre os chineses que vivem no estado, promover união e ajuda mútua entre a comunidade e incentivar a integração com a sociedade local. A entidade também pretende estimular a cooperação econômica, cultural e institucional entre Brasil e China, criando novas oportunidades para investimentos e parcerias empresariais.
Durante o evento, o prefeito de Itajaí lembrou a missão comercial feita à China no ano passado e destacou as oportunidades de negócios identificadas durante a viagem. “Estamos de braços abertos. Temos muitas oportunidades para ambos os países. Os números da nossa região nessa relação Brasil–China são expressivos. A região da Amfri foi a que mais importou no Brasil no ano passado, superando US$ 16 bilhões, e grande parte dessas operações envolve produtos vindos da China”, afirmou Robison Coelho.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
