Um surto de problemas respiratórios relacionados à covid-19 e à gripe foi detectado em várias escolas da rede municipal de ensino de Penha, o que motivou a reação de pais e responsáveis, exigindo atenção por parte da estrutura da secretaria de Saúde local e também repercutiu entre lideranças da cidade.
Na última quinta-feira, profissionais das secretarias de Saúde e Educação estiveram na Escola Básica Municipal João Batista da Cruz, em Armação do Itapocorói, esclarecendo a situação aos pais e responsáveis ...
Na última quinta-feira, profissionais das secretarias de Saúde e Educação estiveram na Escola Básica Municipal João Batista da Cruz, em Armação do Itapocorói, esclarecendo a situação aos pais e responsáveis. Em nota, a prefeitura confirmou que há mais casos nas maiores escolas, onde, paralelamente, há maior circulação dos vírus.
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Ainda não há um número de alunos infectados, mas várias escolas de Penha começaram a receber atestados relativos a ambas as doenças, e a expansão do vírus parece ter sido rápida, segundo pontuou A. M. D., morador da localidade de Olaria, que está com duas crianças em casa e já encaminhou o atestado à direção das escolas onde as crianças estudam. O quadro infeccioso é leve.
O DIARINHO apurou que no último dia 2, a secretaria de Educação já vinha tratando do tema: encaminhou comunicado interno às escolas a respeito do avanço das contaminações. A princípio, foi solicitada maior estrutura de prevenção, com ventilação permanente em salas de aula, higienização frequente das mãos dos estudantes e servidores da Educação e a chamada “etiqueta respiratória” (cuidados ao tossir e espirrar).
O comunicado foi feito por Juliane Aparecida Barbosa, professora e coordenadora dos anos finais e ensino de jovens e adultos (Eja). Ela pondera que o objetivo é prevenir vírus e bactérias e manter de maneira mais permanente a limpeza de superfícies comuns.
A secretaria de Educação orientou ainda que servidores, professores ou estudantes que apresentarem sintomas gripais não devem permanecer na escola, mas buscar avaliação médica. O eventual atestado médico será validado juntamente com a apresentação do exame, para possibilitar o afastamento pelo tempo necessário.
Juliane ainda pede que os gestores escolares orientem as famílias dos alunos que não levem as crianças à escola enquanto durarem os sintomas respiratórios. Cada direção deve estar atenta à evolução do número de casos.
Na câmara de vereadores o assunto também repercutiu. O professor e vereador Serginho Vieira (PSD) atesta ter sido procurado por pais e conferiu que muitos dos atestados são em virtude da covid-19. Serginho pediu que Saúde e Educação ampliem esse monitoramento e orientação às famílias. “Não podemos deixar que se alastre. Problema respiratório é grave”, destacou ao DIARINHO.