JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Dom Quichata e Dra. Pix se estranharam feio
(foto: divulgação)
Faíscas pra todo lado! O ar-condicionado não deu conta do clima quente na última sessão da piramidal casa do povo. Oh, dor!
“Quero quebrar todos os seus dentes! ”
Acho que o assunto que mais chocou na semana – e olha que o Brasil é expert em chocar seus habitantes – foi a conversa do banqueiro preso Daniel Vorcaro, que teve exposto um grupo a seu ...
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“Quero quebrar todos os seus dentes! ”
Acho que o assunto que mais chocou na semana – e olha que o Brasil é expert em chocar seus habitantes – foi a conversa do banqueiro preso Daniel Vorcaro, que teve exposto um grupo a seu serviço, uma milícia própria para monitorar e perseguir opositores, em que ele diz querer “quebrar todos os dentes” e dar um pau no jornalista global Lauro Jardim. Pqp...
Pau na imprensa
A crueza de Vorcaro chocou ainda mais vinda de um cara que tinha um capital e um poder quase ilimitados. Mas, quantos de nós, jornalistas, colunistas, somos alvos de pensamentos semelhantes da parte de pessoas que criticamos? Da parte de pessoas que veem expostas nos portais, jornais e redes suas idiossincrasias, suas faltas – vamos no popular: suas sacanagens!
Tá cheio de gente assim
Porque a crítica é foda. Todo mundo quer o elogio, o destaque, todo mundo quer aparecer bem na foto. Mas o fato é que o único tipo de jornalista que tem essa função é o colunista social. Mais ninguém. E o pior é aquele político, dito “democrata”, que quando vê a crítica publicada liga pro colunista pra dizer que “não é bem assim”. Nunca é bem assim. Geralmente, é sempre pior.
Pobres sensíveis ouvidos
Pessoal me liga vez por outra pra se explicar (e muitos ao longo dos anos pra ameaçar, xingar...). Pra se explicar, menos; pra dizer que eu estou errado, que minha fonte é furada, mais. O problema é que, geralmente, tanto eu quanto minhas fontes estamos certos.
Pensam igual
Não vou dizer que sou o dono da verdade, que acerto tudo, mas... Que deve ter gente que pensa igual ao Vorcaro, isso deve ter. Sorte dos meus dentes que quase ninguém é tão rico e tão, digamos, “bandido” quanto ele...
Na edição deste finde do DIARINHO é possível ler os principais trechos da entrevista do reitor Rogério Corrêa, no “Diz aí!” (foto: Fran Marcon)
A vitrine
Mas, diga aí você, caro leitor: se não fosse a imprensa você saberia sobre o Vorcaro e sua gangue? Saberia que a fina flor da nossa política está envolvida até os dentes no maior rombo financeiro do país até hoje? Saberia que tem até gente da Justiça envolvida? Hein? A resposta é: não saberia. Por isso que se tem tanto ódio de imprensa e de jornalista. Simples assim.
O mito das redes sociais
E esses caras que criticam a imprensa se apegam tanto nas redes sociais sabe por quê? Porque ali eles dão o tempo inteiro a versão deles sobre tudo. Prefeito, governadores, políticos em geral vivem de fazer videozinhos pras redes sociais elogiando a eles próprios. O que vale isso? Não vale nada. O que vale pra dizer se o político é bom ou não é o escrutínio da imprensa.
O resto é resto
Por isso que se busca, de todas as formas, acabar com a imprensa. Por isso que os maiores milionários e os governos mais poderosos têm, como primeira opção, logo que ascendem ao poder e aos olhos da opinião pública, calar as vozes ditas “contrárias”. E, para quem me liga pra tentar me fazer mudar de ideia sem uma argumentação sólida, fica um conselho: Vá catar coquinhos!
Clima esquentou
A última sessão da piramidal casa do povo na semana que se encerra pegou fogo. Logo no início da sessão, ao lerem tradicionalmente indicações de excelências excelentíssimas, uma acabou chamando a atenção. Uma indicação da vereadora Liliane Fontenelle, a dra. Pix (PL).
Já foi asfaltada
A Liliane fez uma indicação pedindo ao governo que asfaltasse uma via. Foi daí que o vereador Xande Celular (UB), sem se conter, falou pra que todos ouvissem que aquela rua já tinha sido besuntada, digo, asfaltada fazia três meses. Imaginem o climão que ficou. Nem o ar-condicionado ligado no pino deu conta de esfriar os ânimos que se seguiram.
“Três coisas que me irritam. A primeira é gente chata. A segunda é calor. E a terceira é gente chata no calor” - Pai Atanásio atacado e encalorado
Dra. Pix e BBB
Com o clima quente, quem andou se estranhando foram as vereadoras: a minha ex-musa BBB, a Dom Quichata Anna Carolina (PSDB, por enquanto) foi pra cima da minha musa das manifestações, a Liliane Fontenelle, a dra. Pix (PL).
Vício de origem
Tudo por conta de um veto do prefeito Robison Coelho (PL) com vício de origem, que foi feito pelo ex-vereador Sandro Serpa (PSDB). A proposta preceitua sobre aluguel de equipamentos náuticos. Na época, a Procuradoria do legislativo foi contrária. Mas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a presidência da dra. Pix, carimbou – e como teve um pacotão de projetos, foi aprovado de roldão.
Senão vira zona
O presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, o intisicado Fernando Pegorini (PL), colocou na pauta o veto e discorreu que a Procuradoria do município também se mostrou desfavorável. Na hora da votação, a Anna Carolina disse que tinham de “parar de jogar pra torcida, porque senão iria virar uma zona”.
Aprovou e desaprovou
Foi aí que acenderam a pólvora e mais excelências excelentíssimas entraram na falação. O Odivan Linhares (PSD) disse que era um banho de água fria, que parabenizou o Sandro na época e que, agora, teria que desaprovar.
Quer pagar pau
A vereadora Liliane não se aguentou e revidou a galega Anna: “Bonito, chega na casa agora e quer pagar pau”. E debulhou em defesa de que não estaria invadindo a prerrogativa do executivo em colocar em pauta ou não.
Irritada
Além de lascar que “vou votar apoiando o veto, por conta de que não tenho problema de mudar de opinião. E não preciso dar de dedo na cara dos colegas”, atirou a dra. Pix. Ainda visivelmente irritada, Liliane afirmou que cerca de 70% dos projetos que chegam à CCJ apresentam problemas e que há uma grande demanda de análises.
O ex-prefeito de BC, o muso das bochechas rosadas, Fabrício Oliveira (PL), afirma que “a sua gestão sempre atuou com responsabilidade, transparência e compromisso com a sustentabilidade financeira do BCPrevi” (foto: divulgação)
Foi pra cima
Mas Anna não deixou barato. Respondeu na hora: “Sou tão advogada quanto a senhora”. Reforçou que os vereadores não estão ali apenas para “achar” ou aprovar tudo que vem do executivo, mas também para exercer o papel de fiscalização. E a troca de farpas elevou ainda mais a temperatura do plenário.
Explicações
Por fim, uma carrada de vereadores pediu a palavra. Eles começaram a se explicar, por que votaram favorável etc. e etc., com aquele climão pesado no ar e ânimos exaltados entre as vereadoras Anna Carolina e Liliane Fontenelle.
Bronca no corredor
Encerrada a sessão, a discussão não terminou no plenário. Nos corredores da piramidal, Liliane teria chamado o vereador Xande Celular e, em tom elevado, reclamado da exposição durante a sessão. Disse que todos fazem parte do mesmo governo e que se não houver trabalho conjunto também pode começar a expor erros de outros parlamentares. Eitcha!
Informações privilegiadas
O que eu não quero crer, e já comentei na coluna com relação ao Xande, é que de posse de informações privilegiadas teria gravado vídeos em determinadas ruas, dizendo que teria sido graças ao seu empenho que receberam melhorias, como o asfalto, quando isso já estaria no cronograma, sem ser algum pedido de determinado parlamentar. Ou seja, gozando com o dos outros...
Falta de informação
Assim como não quero crer que a vereadora Liliane também o fez, pra depois dizer que foi ela que pediu o asfalto. Por fim, acho que propor melhorias pra uma via que já teria recebido asfalto faz um tempão acabou colocando a vereadora numa saia justa. No mínimo, indica que ela e seu gabinete andam um tanto desatualizados. E num é?
Sem calote
O ex-prefeito da Dubai City, o muso das bochechas rosadas, Fabrício Oliveira (PL, por enquanto), em contato com o socadinho escriba, pontuou que não houve qualquer tipo de calote da prefeitura com o BCPrevi, instituto que administra a previdência dos servidores municipais.
Auditoria
Segundo Fabrício, a situação que vem sendo comentada pelo governo da prefeita Juliana Pavan (PSD) decorre de um processo de auditoria do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) realizado ainda nos anos de 2015 e 2016, portanto anterior ao início da sua gestão.
Decisão
De acordo com o ex-prefeito Fabrício, somente em julho de 2023 o TCE proferiu decisão definitiva no processo. O tribunalão determinou que o BCPrevi deixasse de custear a parte patronal do plano de saúde dos servidores aposentados e que a prefeitura fizesse a recomposição dos valores anteriormente pagos.
Mudança imediata
Após a decisão, segundo ele, a determinação foi cumprida imediatamente. O BCPrevi deixou de pagar qualquer valor referente à contribuição patronal do plano de saúde dos aposentados e a prefeitura passou a assumir integralmente esse custo com recursos próprios.
Prática antiga
O ex-prefeito também afirma que o pagamento realizado pelo BCPrevi não teve origem em sua gestão. Conforme explicou, historicamente a própria autarquia já utilizava esses recursos para custear essa despesa, prática que vinha ocorrendo muito antes do início do seu governo.
Entendimento técnico
Sobre a recomposição dos valores apontada pelo TCE, a equipe técnica da prefa avaliou que ela já vinha sendo realizada de forma indireta. Isso ocorreria por meio dos aportes mensais feitos pelo município para cobrir o déficit atuarial do sistema previdenciário municipal.
Aportes milionários
Durante os oito anos de gestão, segundo o ex-prefeito, a prefa destinou cerca de R$ 200 milhões ao BCPrevi para equilibrar as contas do instituto. Ao final do governo, o fundo previdenciário teria ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão em caixa.
Superávit histórico
Ainda de acordo com ele, o relatório de avaliação atuarial com data-base de 31 de dezembro de 2024, apontou, pela primeira vez na história do BCPrevi, um superávit atuarial de aproximadamente R$ 144 milhões.
Divergência com o TCE
Mesmo com os esclarecimentos apresentados pela gestão municipal ao Tribunal de Contas no final de 2024, o TCE acabou adotando entendimento diferente em decisão proferida apenas no final de 2025, aplicando uma penalidade sob alegação de descumprimento da determinação anterior.
Responsabilidade, transparência e compromisso
O ex-prefeito afirma que todos os esclarecimentos demonstram que a gestão sempre atuou com responsabilidade, transparência e compromisso com a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário dos servidores municipais.
Recurso apresentado
Por fim, Fabrício diz que a decisão foi contestada pela sua defesa, que protocolou recurso de reexame dentro do prazo legal. O caso agora segue em análise no Tribunalão de Contas da Santa & Calorenta Catarina.
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