Uma mãe denunciou a escola de Educação Básica Valério Gomes, em Ilhota, após o filho, João Pedro dos Santos Lima, de 7 anos, ficar de duas a três horas sem atendimento médico mesmo com o braço quebrado. O caso foi no dia 20 do mês passado, mas o boletim de ocorrência e as reclamações foram feitos nesta semana.
Segundo Marcela Paulino, mãe do menino, a escola manteve a criança na unidade após o acidente. A instituição informou que não conseguiu entrar em contato com a família porque não tinha o número de ...
Segundo Marcela Paulino, mãe do menino, a escola manteve a criança na unidade após o acidente. A instituição informou que não conseguiu entrar em contato com a família porque não tinha o número de WhatsApp da responsável.
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De acordo com Marcela, o filho reclamou da dor no braço ainda na escola e também para a avó, que foi buscar o menino naquele dia. O garoto contou que funcionários colocaram gelo no braço dele e o deixaram sentado na recepção. Segundo a mãe, também deram um pirulito ao menino e depois o mandaram voltar para a sala de aula.
A avó da criança relatou que uma funcionária teria dito que já havia colocado gelo no braço e que estava tudo bem. Para Marcela, a situação demonstra falta de sensibilidade e possível negligência da escola.
A mãe afirma que o filho ficou cerca de duas a três horas sem atendimento médico mesmo com o braço quebrado. Ela entende que o caso pode ferir os direitos da criança e do adolescente.
Marcela também relata que só soube da gravidade da situação porque a avó questionou o porteiro da escola e o menino contou que estava com dor no braço. Segundo ela, a escola não informou a família sobre o ocorrido.
Nesta semana, Marcela enviou mensagem para a secretaria de Educação de Ilhota, mas disse que não recebeu resposta. Ela também foi até a escola registrar a reclamação e fez boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil de Ilhota. O caso também deve ser acompanhado pelo Conselho Tutelar.
A mãe conta que o menino passou por atendimento médico e ainda precisa voltar ao hospital para acompanhamento da lesão no braço.
Segundo a escola, por se tratar de um aluno novo, não havia contato atualizado de responsáveis para avisar a família no momento do acidente. Marcela contesta a informação e afirma que deixou três números de celular no ato da matrícula.
O DIARINHO entrou em contato com a escola e a instituição informou que não poderia se manifestar naquele momento porque aguarda orientação da coordenação.
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