Balneário Piçarras
Homem com roupas camufladas invade Câmara e é detido pela PM
Rapaz teria problemas mentais e já invadiu o Legislativo em dezembro, armado de faca, martelo e cajado
Juvan Neto [editores@diarinho.com.br]
O mesmo homem que invadiu o plenário da Câmara de Balneário Piçarras em 9 de dezembro do ano passado, com uma faca, voltou ao legislativo para fazer novas ameaças, e entrou normalmente no prédio na noite de segunda-feira. Não identificado, o agressor acabou retirado do local pela Polícia Militar, chamada pela mesa diretora para conter a situação.
O cidadão, usando roupa em estilo camuflado do Exército, chegou a entrar com uma mochila no plenário e começou a novamente causar confusão, como fez no final do ano passado. Falando em questões de “igualdade”, ele aparentemente citou um dos bairros da cidade – a comunidade da Lagoa – e alegou que voltaria mais vezes, “trazendo coisas na mochila".
Continua depois da publicidade
A situação gerou tensão até a PM chegar, imobilizar o cara e revistar sua bolsa, que não tinha nada ilegal. Mas ele trazia um quadro com fotografia de mulher nas mãos.
Na primeira invasão da câmara, o jovem usava a faca na cintura. Desde então, o tema da segurança interna dentro do legislativo começou a ser questionado por vereadores, lideranças políticas e servidores, além da própria comunidade.
O presidente do PL local, Ângelo Margutte, criticou duramente as duas invasões. Segundo ele, na primeira oportunidade, além da faca, o cara carregava um martelo e um cajado.
“Esse rapaz tem problemas mentais, já trouxe a faca na primeira vez. Pedimos ao presidente do legislativo, o Lucas Maia, do MDB, por segurança, e hoje o mesmo jovem interrompeu novamente a sessão e ameaçou vereadores, servidores e o povo em plenário”, relembra Margutte, que tem quatro vereadores na bancada do PL local.
O presidente do PL apresentou ao DIARINHO cópia do ofício de 11 de dezembro, em que a bancada do partido pediu reforço na segurança e o qual, segundo Ângelo, não foi atendido. “Precisamos proteger a todos e garantir as sessões ordinárias. Dia 9 a sessão ficou parada por mais de uma hora e houve ameaças do rapaz várias vezes”, revela o presidente do partido.
“O presidente foi irresponsável. Ele novamente colocou em risco os servidores. É negligente, não tem condição de ser gestor do poder legislativo, pois é extremamente autoritário”, acusa Margutte.
Vai ter vigilante armado
Para a reportagem, Lucas Maia, via assessoria, negou as falas de Margutte. Segundo ele, assim que aconteceu a primeira invasão, em 9 de dezembro, o presidente conversou com os vereadores e equipe já no dia 10, e salientou a importância da contratação de empresa de segurança privada.
Continua depois da publicidade
O processo de definição está no setor de compras do legislativo, em fase de levantamento de orçamentos. Segundo Maia, a operação vai optar pela contratação de vigilantes armados para fiscalizar os trabalhos.
Juvan Neto
Juvan Neto; formado em Jornalismo pela Univali e graduando em Direito. Escreve sobre as cidades de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras.
