CICLONE

Chuvarada causa alagamentos na região e tragédia na grande Floripa

Balneário Camboriú e Bombinhas registraram ocorrências até o início da tarde

Palhoça/SC (Foto: Reprodução/PMSC)
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Balneário Camboriú registrou alagamentos em vários pontos da cidade nesta terça-feira. A Defesa Civil anotou 54,53 mm de chuva nas últimas 12 horas e manteve o município em estado de atenção nível laranja. A previsão indica temporais mais fortes no período da tarde, mas com duração mais curta do que os episódios da manhã.

Na cidade, os alagamentos apareceram na avenida Atlântica, perto da rua 4700, na rua 4900 esquina com a 4800 e em trechos da Vila Fortaleza, no bairro da Barra. A via Panorâmica também acumulou água e precisou de controle no sistema pare e siga. O município informou que em todos esses pontos as águas já baixaram.

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Os rios seguem monitorados. No bairro Nova Esperança, o rio das Ostras passou por desassoreamento nesta manhã, o que ajudou no escoamento. Equipes da secretaria de Obras também retiraram um galho caído na Quarta avenida, enquanto o BC Trânsito sinalizou o trecho até o fluxo voltar ao normal.

Durante a madrugada, a Defesa Civil retirou um idoso de casa por ele morar em área de risco. Ele foi levado com segurança para a residência da filha. A orientação é que moradores evitem locais alagados e acionem ajuda ao menor sinal de perigo.

Bombinhas também sentiu os efeitos da chuva forte durante a madrugada. O volume de água coincidiu com a maré cheia e provocou alagamentos no bairro José Amândio, especialmente nas ruas Cão do Mato, Esquilo e Capivara. Houve registros ainda no Mariscal, Morrinhos e Sertãozinho.

Segundo a Defesa Civil, a maior parte da água já baixou. Algumas casas foram atingidas, mas nenhuma família precisou sair de casa. Pequenas quedas de barreiras foram registradas no Morro Alto e no Morro de Zimbros, sem danos graves. Os pluviômetros marcaram cerca de 40 mm, dentro do previsto.

Em Itajaí, o município permanece em situação de atenção, segundo a Sala de Monitoramento e Alerta da Univali. A combinação entre áreas de baixa pressão e a formação de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul mantém o risco de tempestades, chuva persistente, enxurradas, deslizamentos e ventos fortes até quarta-feira.

Em Itapema, a Defesa Civil reforçou o monitoramento, mas não registrou risco à população nem problemas na drenagem. Vias, canais e áreas que costumam preocupar em dias de instabilidade passaram por vistoria ao longo da manhã. “Até agora, não há nenhuma situação que exija interdição. Seguimos em alerta e prontos para agir caso necessário”, afirmou o diretor, cabo Motta.

Balneário Piçarras segue sem ocorrências relacionadas ao clima até o fim da manhã, mas o município mantém equipes de prontidão.

Tragédia em Palhoça

A chuva intensa trouxe o cenário mais grave para a grande Florianópolis. Um casal e um bebê de cerca de um ano morreram após o carro em que estavam ser arrastado pela enxurrada no bairro São Sebastião, em Palhoça, na manhã desta terça-feira.

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O veículo, uma Land Rover vermelha, foi carregado pela força da água e caiu em um rio na região conhecida como Morro do Gato.

A Polícia Militar encontrou os três ocupantes já sem vida. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado às 12h14 e segue na ocorrência com equipes de Palhoça e do Grupo de Busca e Salvamento.

Nas últimas 12 horas, Palhoça registrou 137,2 mm de chuva, volume muito alto e que explica a instabilidade extrema da região. As informações ainda são preliminares e continuam em atualização.

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Municípios mais atingidos

Segundo a Defesa Civil do Estado, os maiores volumes acumulados em 12 horas foram:

* Santo Amaro da Imperatriz – 153,8 mm

* Palhoça – 137,2 mm

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* Biguaçu – 121,4 mm

* São José – 101,8 mm

* Florianópolis – 97,9 mm

Os índices altos explicam o grande número de alagamentos na capital. As áreas mais afetadas ficaram na SC 401, que recebeu material escorrido das encostas, além de pontos de água acumulada na Costeira, no Campeche e no centro.

Atualização da SC 401

A Polícia Militar Rodoviária informou que alguns trechos da SC 401 exigem atenção dos motoristas. Na parte norte da rodovia, materiais das encostas acabaram descendo para a pista na subida das madeireiras e no trecho próximo ao cemitério Jardim da Paz, mas a limpeza já foi feira. Na SC 401 sul, há pontos de alagamento perto da Creche Hassis, na Costeira, e também após o Estádio da Ressacada, no sentido aeroporto.

Apesar dos registros, nenhum dos locais está interditado. A orientação é de atenção redobrada e redução de velocidade. A Serra do Rio do Rastro, que chegou a ser fechada preventivamente, foi reaberta às 11h.

Palhoça decreta situação de emergência 

A Prefeitura de Palhoça decretou situação de emergência na tarde desta terça por causa dos estragos provocados pela chuva intensa que atinge a grande Florianópolis desde a madrugada. O município foi um dos mais castigados do estado, acumulando 137,2 mm nas últimas 12 horas, segundo a Defesa Civil estadual.

O temporal provocou alagamentos, enxurradas, deslizamentos e danos em vias públicas, imóveis e áreas próximas a rios que transbordaram. A cidade também registrou a tragédia que matou um casal e um bebê, depois que o carro da família foi arrastado pela enxurrada e ficou submerso no bairro São Sebastião.

O decreto cita que o evento extremo está ligado à formação do ciclone extratropical que atua sobre o sul do país e mantém a região sob forte instabilidade. A prefeitura afirma que o volume de chuva superou o esperado e deixou diversos bairros em situação crítica.

Com a situação de emergência, o município pode mobilizar todos os órgãos públicos para atuar na resposta ao desastre, reforçar equipes nas ruas e até utilizar propriedades particulares em caso de risco iminente. Voluntários também podem ser convocados para ajudar na assistência às famílias afetadas. Abrigos já foram deixados prontos para receber moradores, caso necessário.

O decreto tem validade de 180 dias e permite contratações emergenciais, sem licitação, para serviços e obras diretamente ligados ao restabelecimento das áreas atingidas.

 



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