EDUCAÇÃO

Anúncio de “bunker” nas escolas contrasta com falta de estrutura básica em SC

Governo quer reforçar segurança contra tempestades enquanto unidades seguem sem reformas e condições mínimas

Ideia de bunker foi criticada diante da falta de condições básicas nas escolas estaduais (Foto: João Batista)
Ideia de bunker foi criticada diante da falta de condições básicas nas escolas estaduais (Foto: João Batista)
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Enquanto escolas estaduais de Santa Catarina enfrentam problemas como falta de laje, manutenção precária, ausência de ginásios e estruturas deterioradas, o governo do estado anunciou a construção de bunkers como suposta solução para proteger alunos e professores contra catástrofes naturais. A proposta foi divulgada pelo governador Jorginho Mello (PL) após os estragos provocados por tornados no oeste.

A primeira estrutura do tipo deve ser erguida na reconstrução da escola estadual Jacob Maran, em Dionísio Cerqueira, no extremo oeste, cidade atingida por um tornado na sexta passada. “ ...

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A primeira estrutura do tipo deve ser erguida na reconstrução da escola estadual Jacob Maran, em Dionísio Cerqueira, no extremo oeste, cidade atingida por um tornado na sexta passada. “Serão salas seguras, provavelmente em áreas úteis do colégio, mas com estrutura reforçada contra tornado e chuva forte”, afirmou o governador, ao visitar a escola destruída. A obra já deve iniciar com a inclusão do bunker.

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A ideia, no entanto, tem recebido críticas. A deputada estadual Luciane Carminatti (PT), que atua em defesa da educação, classificou o anúncio como “a maior bravata”. “O colégio destruído nem laje tinha. E querem colocar um bunker? Como isso funcionaria em uma escola com mil alunos?”, questionou. Ela ainda lembrou que muitas escolas seguem sem itens básicos, como laboratórios e ar-condicionado.

A professora Adércia Hostin, coordenadora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, também reprovou a novidade. “É populismo barato. As escolas precisam de estrutura, de acessibilidade, de transporte, de merenda. Não adianta bunker se o restante está capenga”, criticou.

Para ela, antes de criar salas blindadas, seria importante garantir condições adequadas para todos os alunos, especialmente os com deficiência ou transtornos como o autismo. “Hoje, há instituições que nem oferecem o básico. Imagina como serão esses bunkers?”, alertou.

A queixa sobre a precariedade das escolas estaduais não é novidade na região. Em Itajaí, cinco unidades só conseguiram iniciar reformas após ações judiciais movidas pelo Ministério Público. Outras seguem com obras em andamento ou aguardando melhorias. Segundo o estado, mais de 100 serviços de manutenção devem ser concluídos até o fim de 2025, em meio a 150 contratos abertos para ampliar, reformar e climatizar escolas da rede estadual.

O governo também prometeu padronizar a manutenção das 1038 escolas com um pacote de R$ 21,5 milhões. O plano inclui serviços como capina, limpeza de caixas d’água, dedetização e segurança.



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