SOLIDARIEDADE

Quer mudar uma vida? Itajaí precisa de padrinhos para jovens acolhidos institucionalmente

Iniciativa precisa de voluntários dispostos a oferecer afeto, apoio ou serviço para jovens afastados de suas famílias

Projeto aposta no fortalecimento de vínculos como ferramenta de transformação social (Foto: Divulgação/MPSC)
Projeto aposta no fortalecimento de vínculos como ferramenta de transformação social (Foto: Divulgação/MPSC)

O Projeto de Apadrinhamento da Vara da Infância e Juventude de Itajaí está em busca urgente de novos voluntários dispostos a transformar vidas com gestos simples e cheios de significado. Atualmente, 12 menores vivem em instituições de acolhimento na cidade e aguardam por alguém que possa oferecer carinho, apoio e presença.

Criada em 2021, a iniciativa tem foco em adolescentes, crianças com mais de oito anos, com deficiência ou que façam parte de grupos de irmãos que, por diversos motivos, não puderam permanecer com suas famílias. “O objetivo é proporcionar experiências afetivas e favorecer o sentimento de pertencimento e estabilidade emocional para essas crianças e adolescentes que estão sob medida de proteção”, explica o juiz Fernando Machado Carboni, responsável pelo projeto.

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O apadrinhamento é uma forma de contribuir diretamente para o desenvolvimento social, emocional e educacional desses jovens, criando vínculos estáveis fora das instituições. Não se trata de adoção, mas de um compromisso de presença e apoio. “É como ser aquele padrinho ou madrinha tradicional, que permanece presente, oferece cuidado e estabelece um vínculo afetivo com o afilhado”, resume a promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon.

Existem três formas de participação: como padrinho afetivo, convivendo com o afilhado em visitas e passeios; como prestador de serviços, oferecendo habilidades ou atendimentos profissionais de forma voluntária; ou como provedor, contribuindo com apoio material ou financeiro, viabilizando cursos, atividades, roupas, material escolar e, principalmente, ações relacionadas à saúde.

Para se candidatar, é necessário ter mais de 18 anos e uma diferença mínima de 16 anos em relação ao afilhado. O interessado também não pode estar na fila de adoção e precisa participar de um processo de habilitação conduzido pela equipe técnica da Vara da Infância.

A promotora destaca que o projeto é essencial para proporcionar novas vivências e mostrar aos jovens que eles merecem ter apoio, mesmo fora da família biológica.

O apelo por voluntários vem com um alerta: a comarca de Itajaí está sobrecarregada, com cerca de 40 crianças e adolescentes sob tutela. Pelo menos 12 deles precisaram ser alocados fora do município, em cidades distantes, por falta de espaço. “É como uma brisa de ar fresco na vida desses jovens que estão institucionalizados, especialmente os adolescentes, que raramente conseguem sair da instituição por meio da adoção. Geralmente, eles ficam até completarem 18 anos, sem uma referência de adulto como vínculo”, afirma a promotora.

Quem quiser participar pode entrar em contato com a equipe técnica interdisciplinar da Vara da Infância e Juventude pelo telefone (47) 3261-9474 ou pelo e-mail itajai.social@tjsc.jus.br.



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