Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal para investigar corrupção, fraudes e desvio de dinheiro público chegou a Santa Catarina. A “Rolo Compressor” apura um suposto esquema envolvendo funcionários da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do Paraná (DNIT/PR).
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Conforme a investigação, os servidores envolvidos faturavam alto fraudando licitações e ignorando irregularidades nas fiscalizações das empresas contratadas para as obras, além de diversas ...
Conforme a investigação, os servidores envolvidos faturavam alto fraudando licitações e ignorando irregularidades nas fiscalizações das empresas contratadas para as obras, além de diversas irregularidades detectadas nos contratos. Outra acusação é de lavagem de dinheiro para tentar “limpar” a grana.
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Nesta quarta-feira, a operação cumpriu 54 mandados de busca e apreensão em Itajaí e Florianópolis, além das cidades paranaenses de Curitiba, Cascavel, Maringá, Londrina, Pato Branco e Guarapuava. Também houve sequestro de imóveis, apreensão de carros de luxo e bloqueios financeiros.

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Investigações começaram há dois anos

As buscas são uma continuidade da operação de janeiro de 2022. A investigação revelou que, entre 2011 e 2022, funcionários do DNIT no Paraná teriam recebido propinas de empresas com contratos públicos.
As apurações identificaram fraudes em licitações, contratos com graves irregularidades e descumprimento de cláusulas, o que gerou prejuízo aos cofres públicos. Houve, ainda, atos de corrupção na supervisão e fiscalização das obras contratadas pelo DNIT.
A operação mobilizou 239 policiais federais, 12 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal, além de servidores da Controladoria Geral da União. Além de Santa Catarina e Paraná, foram feitas buscas nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal.
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