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“Aerobalde Internacional de Navegantes “


Há 46 anos, quando havia somente um voo diário da “ex-gloriosa ” VARIG entre São Paulo (Congonhas) e Itajaí com o então moderno turbo hélice AVRO HS-748 para 40 passageiros, teve início a transferência da operação de voos para o Aeroporto de Navegantes, cuja pista já estava pronta há anos mas até então ainda não homologada.

Era um voo circular, ou seja, atendia também Joinville, cujos 40 assentos eram disputados entre essas duas regiões, Joinville e o Vale do Itajaí.

Logo em seguida, mais um voo foi incluído no trajeto para o Aeroporto de Navegantes, ligando então São Paulo a Porto Alegre e o interior do Rio Grande do Sul com o mesmo tipo de equipamento Avro.

A partir de então, nestas quase cinco décadas de operação do Aeroporto de Navegantes, observa-se uma expressiva explosão da demanda de passageiros e voos neste aeroporto, mas em contra partida é notório seu estado de exaustão, ou seja, esta operando “pelo tubo” oferecendo um conforto sofrível a seus usuários.

Administrado há décadas pela “Infraero,” o aeroporto sofreu durante muitos anos várias obras “tipo puxadinho”, para ir tentando acompanhar a crescente demanda de passageiros.

Tivemos a internacionalização do mesmo e até alguns voos internacionais foram operados. Entretanto, dada a inconstante situação econômica de nosso país e a falta de alguns recursos técnicos, as empresas decidiram não operar ou deixar de utiliza-lo em Vvoos regulares e “Charters “ para o exterior até porque, dada as limitações da pista, as operações com lotação plena em certos tipos de aeronaves não eram possívei .

Por ser um aeroporto administrado por uma empresa estatal, sabemos que as licitações são o maior entrave para a conclusão de obras públicas, pois nem sempre o melhor preço oferece a melhor ou pelo menos satisfatória qualidade.

Empresas que vencem licitações, me parece, terceirizam seus serviços, entram em falência no meio do caminho e o resultado está na péssima qualidade e a morosidade dos serviços concluídos.

Há anos, ao utilizar o aeroporto de Navegantes, vejo baldes e outros recipientes “enjambrados” espalhados pelos pisos de seu terminal, ora para recolher goteiras da água de chuva, ora para recolher a condensação de seus equipamentos de ar condicionado.

Como isso não é uma cena comum em outros aeroportos pelo mundo, me desculpem, mas tenho que dizer que nosso aeroporto é um “Aerobalde” e se deixarmos, cada vez mais, baldes vão estar lá para nossa vergonha.

O aeroporto de Navegantes atende a uma das mais pujantes regiões econômicas do estado de Santa Catarina. Estrategicamente localizado no mais disputado litoral Catarinense e a poucos quilômetros do parque temático “Beto Carrero,” motivos mais que justos para que tenhamos um terminal aeroportuário a altura de nosso potencial.

A exemplo de outros aeroportos do país que tiveram sua privatização concluída e com excelentes resultados, acho que é tempo de transformar este aeroporto que ostenta o nome do Itajaiense (primeiro Ministro da Viação), Ministro Victor Konder em um aeroporto privatizado, à altura de seus quase 1,5 milhão de usuários, cuja taxa de embarque por passageiro é de R$ 21,76.

Empresários, comunidade, representantes do poder Legislativo e Executivo em todas as esferas , sem nenhuma ideologia política, “ciumeira,” vaidades entre si clamar por seu justo desenvolvimento dentro de um grande projeto que já existe no papel para finalmente aposentar os baldes e outros recipientes que há anos estão por ali .

* Bacharel em Turismo e Consultor de Viagens e Turismo


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