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Sociedade amistosa


Dia desses li duas notícias que representam categoricamente o conflito da sociedade em que vivemos, ou melhor dizendo, que ousamos chamar que “sociedade”.

A primeira, descrevia um cidadão que há 26 (vinte e seis) anos reside em uma caverna no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, e que a pedido do Ministério Público de Santa Catarina, a Justiça determinou que o cidadão deveria imediatamente desocupar o local.

E a outra, sobre a eleição na Terra Indígena Toldo Chimbangue, em Chapecó, com o uso de urna eletrônica para realizar a votação do Cacique.

Vislumbro aqui dois extremos da sociedade, àquele querendo isolar-se do submundo que vivemos, e outros querendo fugir da zona de esquecimento da sociedade, ou melhor, “aparecer” no bom sentido da palavra.

A palavra sociedade, do latim “societas”, significa associação amistosa com outros, pessoas que compartilham propósitos, gostos, costumes, seres que convivem de forma organizada.

Se assim fosse, de que forma explicaríamos o isolamento daquele cidadão na caverna e o esquecimento dos indígenas, que vivem numa busca incessante pela igualdade de direitos.

A verdade é que não vivemos numa associação amistosa, ou ainda, organizada, aliás, a sociedade vive em guerra: conceitual e política.

Conceitual em razão da diversidade de ideais, definições, pensamentos e especialmente o (pré)conceito, e política, na qualidade de cidadãos na administração da nação como um todo, esta última, melhor silenciar.

A falsa sociedade que intitulamos, ignora os problemas alheios ao seu, mantém suas convicções e o “resíduo” cai no esquecimento.

O que temos feito para esse sonhado convívio harmonioso em sociedade?

A verdade, é que o ser humano foi desvalorizado junto com a nossa moeda.

Na política de Aristóteles, o Estado é superior ao indivíduo, enquanto que a coletividade é superior ao indivíduo, sendo o bem comum superior ao bem particular.

Repisa-se, bem comum superior ao bem particular? Desconheço.

Sobre o cidadão que residia na caverna, me pergunto agora de que forma ele viverá aqui fora, há um contraponto!

Com todo respeito ao Digníssimo Promotor de Justiça, será que o mesmo Estado que determinou a desocupação da caverna, vai lhe fornecer moradia e um emprego para que possa sobreviver? Ou ainda, vai ressocializá-lo?

Se assim for, só espera-se que não seja da mesma forma da ressocialização aplicada nas penitenciárias do país.


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