Publicado 29/12/2018 10:03
A lua de mel do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aos poucos vai passando e em seu lugar virá, logo, logo, a dura realidade política necessária para fazer as reformas que o Brasilzão precisa. A da Previdência, a primeira delas. A equipe de Bolsonaro, auxiliada pelo presidente com cara de mordomo de Vampiro Michel Temer (MDB), até tentou aprovar alguma coisa. Mas não conseguiu nada. Gemendo na rampa Bolsonaro chegou ao poder criticando a política, mas vai precisar da política para implementar suas metas de campanha, especialmente no campo econômico, que é o motor que faz qualquer país girar. Provar Paulo Guedes, o superministro que tem a missão de fazer os ajustes necessários, terá que provar, rapidamente, planejamento e capacidade. Quanto mais demorar a reforma, pior pra ele. E para o novo governo. E para o país. Jogo jogado Uma grande aposta foi feita pelo eleitorado. Foi mais uma eleição em busca do salvador da pátria. A maioria que elegeu Bolsonaro foi a que elegeu Lula (PT), Dilma (PT) e FHC (PSDB). A diferença é o que o presidente eleito consegue fazer depois que assume. Retrospectiva FHC acabou com a inflação e promoveu privatizações, para o bem ou para o mal. Equacionou a dívida dos estados e implantou a responsabilidade fiscal nos governos nos três níveis, federal, estadual e municipal. Lula promoveu ganhos sociais com políticas inclusivas, que contemplaram minorias e buscaram implementar no Brasil um estado de bem estar social aos moldes europeus. Dilma deu no que deu, virou Temer. Mito Agora é Bolsonaro. A guinada à direita, quer quer queira, quer não, coincidência ou não, segue uma tendência de muitos países ocidentais, Estados Unidos e Itália, grandes exemplos. A questão é: o que esperar dessa virada à direita? Claro que queremos, o eleitor quer, resultados na economia, na geração de empregos, saúde, educação, segurança, inovação e etc e tal. Isso é a lição de casa. Mas… E liberdade de expressão? E avanços sociais importantes? E discriminação? E posicionamento quanto ao avanço cada vez mais feroz das forças do mercado em nossa vida pessoal? Sobre que limites se dará a chegada da nova economia, sobre o que será colocado em relação a temas como solidariedade, igualdade e fraternidade, que foram, até aqui, os ícones do liberalismo econômico? Tempos bicudos Paira sobre esses temas, além dos da luta diária pela sobrevivência, a grande dúvida dessa virada à direita. Que é assustadora para quem teme um mundo mais careta e controlado, para quem teme um mundo que não contemple a diferença, para quem teme um mundo em que “ter” valha mais do que “ser”. Essas são as questões. Foto (Divulgação)
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Publicado 23/03/2026 19:48