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O zum-zum-zum da política e o ti-ti-ti dos políticos


Mudou. E, agora?


Publicado 30/10/2018 10:23

Acabaram as eleições 2018. Contados os votos, se confirmaram os resultados previstos pelas pesquisas em nível nacional e aqui no Estado, como a coluna também anteviu na edição de sábado. Para presidente, Jair Bolsonaro, e governador, Moisés da Silva, o Comandante Moisés, ambos do PSL. Lua de mel Bolsonaro e Moisés entram agora no período conhecido como lua de mel do poder, quando as tensões se foram, o assédio fica imenso, e os puxa sacos realizam performances inimagináveis atrás de um lugar ao sol, ou melhor, à sombra. Que o sol é muito quente. O que vem por aí… Passadas as comemorações, presidente e governadores irão se debruçar na montagem de seus times. São milhares de cargos de livre nomeação a serem preenchidos no primeiro, segundo e terceiro escalão, que levarão por mês os milhões de reales que farão doravante a alegria dos vencedores. Esquema Esse preenchimento de cargos se dará com o zoio focado na formação das maiorias nas bancadas do Congresso e nas Assembleias Legislativas, porque sem maioria não tem como governar. Quem num sabe disso? Aprovam tudo Mas os vencedores têm ainda mais uma vantagem e bota vantagem nisso: nesses primeiros momentos de glória e de aplausos, é praxe que tudo que mandarem para os legislativos seja aprovado sem problemas. O poder do voto Moisés e Bolsonaro têm nesse momento a seu favor, em toda a sua plenitude, o poder sacrossanto dos votos que os elegeram. Aqui, nestes primeiros meses, e só aqui, a expressão numérica da vontade popular, nascida das urnas, traz a cada eleito o reconhecimento em todos os poderes de que a vontade do povo foi feita e deve ser respeitada. Por isso, o eleito pode quase tudo. Segundo momento Depois da lua de mel do poder, o povo, geralmente, é esquecido olimpicamente. Ou, para não fazer injustiça, passa a ser figura de retórica. Ou seja, em seu nome, em nome do povo, tudo será feito sob a vontade dos soberanos. Sobe pra cabeça Porque o poder sobe rapidamente à cabeça (é igual uma taça de vinho ou uma bela mulher inebriante) e há que se governar. E governar é eleger prioridades. E quando se fala em prioridades, cabe aí o ditado popular: farinha pouca, meu pirão primeiro. É porque é O que descrevi acima pode ser assim, ou pode não ser. Geralmente é, e, na minha idade, esse “geralmente é” já faz tempo que é. Então, para que a decepção não prevaleça, fiz esses apontamentos. Especialmente para aqueles que pensam que mudou tudo. Mudaram as pessoas Não mudou tudo. Não se enganem. Mudaram as pessoas. E o eleitor mudou as pessoas para que, aí sim, mude tudo. Se para melhor ou pior, só o tempo irá dizer. Resta torcer que para melhor. Mas… Para não dizer que não falei de flores… Cabe nestas mais do que estrebuchadas linhas dar os parabéns a Bolsonaro e ao Moisés. De alguma forma, ou de muitas formas, eles personificaram o sentimento dos brasileiros. Que alguns dizem que sempre vota mal, o que eu discordo. Acho que o brasileiro vota sempre bem, dentro da perspectiva que lhe é dada, dentro de seus medos e anseios, dentro do seu sentimento num determinado momento histórico. Esperança e glória O problema é o que fazem os eleitos dessa confiança no futuro que é depositada nas urnas. Esse é o grande xis do problema. O povo quer segurança, educação, emprego e saúde. Talvez não nessa sequência. E segue… Mesmo assim, as prioridades estão colocadas. O que será feito para que resultados positivos deem ao povo resposta às suas necessidades, cabe aos eleitos concretizar. Simples assim. E segue a procissão. Foto (Divulgação)

 


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