Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 17/04/2026 09:48
Este texto nasceu de um lugar real — daqueles que não se explicam, mas se sentem. Ele fala sobre amor, mas não apenas o amor que oferecemos ao outro; fala, sobretudo, sobre o caminho de volta para dentro de nós mesmos.
Quantas vezes entregamos o que temos de mais fértil esperando que floresça no encontro com o outro… e, quando isso não acontece, nos vemos diante de um silêncio difícil de compreender. Ainda assim, é nesse espaço de dor que algo essencial começa a se revelar: a possibilidade de reconstrução.
O Amor em Mim
Há amor em mim.
E foi por carregar esse amor que eu te amei por inteiro.
Entreguei meu solo fértil para ser semeado.
Doei-me, sonhei, acreditei no que poderia florescer.
Mas, por não ser verdadeiro, você não semeou — e as flores não brotaram.
Doeu. Despedacei-me.
Na busca pela cura, aprendi a me reconhecer novamente.
Percebi que, mesmo em pedaços, ainda havia em mim força para recomeçar.
Então, como na técnica do kintsugi, reuni meus fragmentos.
Com o ouro da sabedoria, uni minhas partes — não para esconder as marcas, mas para honrá-las.
Hoje sei: sou única, tenho valor e mereço ser feliz na minha caminhada.
Sigo em busca da minha melhor versão.
Assim é a vida.
“O que em mim se quebrou, hoje é exatamente o que me torna inteira.”
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Publicado 16/04/2026 20:12