ITAJAÍ

Moradores do Cidade Nova rejeitam pátio de carros apreendidos

Comunidade organiza abaixo-assinado para pressionar retirada dos veículos do bairro

Moradores temem pela segurança da comunidade; um carro já foi incendiado (Foto: Gabi Rudolf)
Moradores temem pela segurança da comunidade; um carro já foi incendiado (Foto: Gabi Rudolf)
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Menos de uma semana após a retirada dos carros abandonados das ruas da Nova Brasília, no bairro Barra do Rio, em Itajaí, moradores da rua Lico Amaral, no Cidade Nova, passaram a reclamar do novo destino dos veículos. Dezenas de carros foram levados para um terreno na região, gerando revolta na comunidade.

Moradores se mobilizam contra a instalação do pátio e organizam um abaixo-assinado para pressionar o poder público a retirar os veículos o quanto antes do Cidade Nova. A denúncia foi feita ao DIARINHO por moradores que afirmam que o uso do terreno seria irregular e pode configurar crime ambiental, já que não haveria autorização para o descarte dos veículos. O local tem grande circulação de crianças e a comunidade teme o aumento da insegurança, com a presença de andarilhos e ladrões de peças.

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A microempresária do ramo da alimentação, Elize Pellizzari, de 42 anos, é uma das lideranças do movimento. Ela critica a falta de estrutura e segurança no terreno. “Disseram que seria um espaço preparado, mas os carros foram largados de qualquer jeito. Não tem infraestrutura. Os tapumes são frágeis e já foram arrancados. Os veículos estão sendo depenados e há ameaças a moradores”, relatou.

Elize também contou que um dos carros foi incendiado após a presença da polícia no local, na noite do último domingo. “Colocaram fogo no melhor carro [um furgão]. Por sorte os bombeiros chegaram rápido. Se o fogo se espalhasse poderia atingir um depósito de móveis próximo”, disse.

A moradora afirma ainda que foi prometida vigilância no local, mas até agora não há definição sobre quem será responsável pela segurança. “A população está fazendo abaixo-assinado para tirar esses carros daqui o mais rápido possível. Existem áreas industriais que poderiam receber esse tipo de estrutura, sem prejudicar moradores”, criticou.

Na segunda-feira, o diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt, e o vereador Cris Fischer se reuniram com a comissão de moradores. Segundo Elize, foi informado que a retirada dos veículos pode levar até seis meses, mas não houve formalização da promessa.

A moradora relata que o terreno tem cerca de 4 mil metros quadrados e capacidade para aproximadamente 50 veículos. “É um espaço grande, que poderia ser usado para equipamentos públicos, como creches. Em vez disso, virou depósito de sucata”, lamentou.

O diretor da Vigilância Sanitária afirmou ao DIARINHO que o uso do espaço será temporário. “O pátio será provisório, por cerca de seis meses. Vamos instalar guarita com vigilância 24 horas e reforçar as rondas no local”, disse.

Silvio também informou que pretende tratar com a Justiça a realização de leilão das sucatas para agilizar a retirada. “São veículos sem condições de uso. A ideia é dar destino a esse material o mais rápido possível e, depois, pensar em um projeto para a área, como praça ou centro comunitário”, explicou.

Nesta terça-feira, começaram a ser instalados tapumes no terreno. A previsão é de que uma guarita também seja colocada para reforçar a segurança.

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O vereador Cristiano Fischer (PRD) disse que acompanha o caso e cobrou respostas das autoridades. “Solicitei ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (Ima) a liberação ambiental para o uso do terreno, mas ainda não tive retorno. Também questionei quem será responsável pela vigilância 24 horas. Sigo acompanhando e cobrando soluções”, afirmou.

Problema transferido de bairro

Os carros abandonados nas ruas da Nova Brasília incomodaram moradores por cerca de quatro anos. Os primeiros veículos foram deixados no local em 2022, após o fim do contrato com a empresa responsável pelo recolhimento.

Sem pátio disponível, os carros ligados a processos passaram a ficar sob a responsabilidade do estado, mas permaneceram nas ruas. Muitos foram depenados, tiveram peças furtadas e alguns chegaram a ser incendiados.

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A retirada dos veículos da Nova Brasília foi vista como solução para aquela comunidade, mas agora gerou novo problema no Cidade Nova.



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