O tema foi tratado em sessão na Câmara de Vereadores de BC nesta semana. O secretário estadual respondeu questionamentos e falou dos investimentos previstos para o hospital, incluindo a futura ampliação da unidade. Ele ressaltou que, além das informações atualizadas sobre as metas do hospital, haverá audiências públicas pra ouvir a comunidade.
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“Nós vamos manter essa rotina pela importância do Hospital Regional Ruth Cardoso, pela importância de Balneário Camboriú e pelo papel proativo dos vereadores. A gente esclareceu vários pontos, eles fizeram os apontamentos na sua legitimidade de apontar problemas e sugestões de melhoria”, comentou o secretário.
Os principais pontos apresentados por Diogo foram as quatro fases de adequações e ampliação da estrutura do hospital e os avanços dos atendimentos, com a inclusão de especialidades ambulatoriais, metas na urgência e emergência, na assistência hospitalar e cirurgias eletivas, além de organização das agendas de exames e consultas até o mês de abril.
Em janeiro, foram 7422 atendimentos de urgência e emergência, representando 95% da meta contratada, que é de 7793. Em cirurgias de emergência, o total de 195 superou a meta de 143 procedimentos. No atendimento clínico, foram 581 assistências no primeiro mês do ano, também 95% da meta, de 610. Em cirurgias eletivas, foram registrados 291,9% da meta contratual.
Os dados de fevereiro ainda serão entregues. Segundo o secretário, as projeções indicam que o fim do primeiro semestre, com as avaliações mensais, deve consolidar o ciclo de reorganização do hospital. “Mesmo em um período de transição administrativa, a unidade garantiu a manutenção da continuidade operacional e a estabilidade dos fluxos de atendimento”, ressaltou.
Investimentos prioritários
Em seis meses, o plano prevê R$ 800 mil pra elaboração de projetos arquitetônicos, elétrico, hidrossanitário, de gases medicinais e de climatização. Em seguida, com prazo de oitos meses, virão obras de áreas críticas, entre a central de materiais esterilizados, centro cirúrgico, UTIs adulto e neonatal e centro obstétrico, num investimento de R$ 25,7 milhões.
De acordo com o secretário, os projetos devem ser aprovados neste semestre para as obras começarem em seguida, sem interrupção dos atendimentos. Numa segunda fase, estão previstas adequações estruturais em áreas não críticas, somando mais R$ 35,5 milhões em recursos. As obras são exigidas no contrato de gestão, sem prejuízo de que o estado faça outros tipos de investimentos, conforme o secretário.
No total, o estado prometeu mais de R$ 533 milhões de investimentos no hospital ao longo de cinco anos. Somente para adequações, ampliações e melhorias, serão destinados R$ 62 milhões nos primeiros 20 meses, além do pagamento mensal de R$ 8 milhões para custeio operacional e manutenção do Ruth Cardoso.
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Acompanhamento do município
A prefeita Juliana Pavan (PSD) ressaltou que seguirá acompanhando os trabalhos da nova gestão do hospital. “O meu papel, enquanto prefeita, é cobrar efetividade, porque eu sempre deixei claro, não me eximi das minhas responsabilidades, não transferi a responsabilidade. Pelo contrário, eu estou acompanhando atentamente tudo o que diz respeito ao Hospital Ruth Cardoso”, frisou.
Em janeiro, foi feita a primeira prestação de contas do estado com os vereadores, em reunião chamada pela prefeita. Na ocasião, ela entregou um pedido pra que, neste primeiro ano de gestão, o estado passe relatórios mensais ao município. Na câmara, também há um pedido de audiência pública pra apresentação do relatório oficial da estadualização.
O processo iniciou em junho de 2025, numa fase preparatória de medidas burocráticas e legislativas pra transferência da estrutura, serviços e gestão ao governo estadual. Um comitê de acompanhamento e fiscalização foi formado pra tocar a transição, concluída em dezembro, quando a empresa Viva Rio, contratada pelo estado, assumiu o Ruth Cardoso.
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