POLÍTICA

Procuradora da Mulher de Itajaí critica mês da mulher e lei do feminicídio

Vereadora Liliane Fontenele afirma que pauta da violência contra a mulher seria “indústria da esquerda”

Para Liliane Fontenele, pauta da violência contra a mulher seria “indústria da esquerda”. (Foto: David Spuldaro / Divulgação)
Para Liliane Fontenele, pauta da violência contra a mulher seria “indústria da esquerda”. (Foto: David Spuldaro / Divulgação)
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A vereadora Liliane Fontenele (PL), que ocupa a Procuradoria da Mulher na câmara de Itajaí, criticou o mês de março como símbolo da luta das mulheres e questionou a lei do feminicídio. As declarações provocaram reação do setorial de mulheres do PT e da vereadora Hilda Deola (PDT).

Liliane tem usado discursos no legislativo para defender que março virou o que chama de “mês da hipocrisia”. Para ela, a data não representaria a luta das mulheres e seria estimulada pelo feminismo ...

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Liliane tem usado discursos no legislativo para defender que março virou o que chama de “mês da hipocrisia”. Para ela, a data não representaria a luta das mulheres e seria estimulada pelo feminismo.

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Durante discurso na câmara, a vereadora afirmou acreditar que os feminicídios aumentaram no Brasil por causa do feminismo, embora não tenha apresentado dados ou estudos para sustentar a afirmação.

“Se as penas aumentaram, por que o número de feminicídios não baixa no Brasil?”, questionou.

A parlamentar também criticou a lei que criou o feminicídio como qualificadora no Código Penal. Segundo ela, já havia previsão penal para o crime antes da mudança na legislação.

“Em 2006 tivemos a lei Maria da Penha e, em 2015, a qualificadora do feminicídio, embora eu não concorde, pois já tínhamos lei penal para isso. As penas foram aumentadas”, afirmou.

Para Liliane, a violência contra mulheres não diminui porque faria parte do que chamou de “indústria da pauta da violência contra a mulher”, usada como militância por setores da esquerda e por feministas. Ela citou que Itajaí não teve registros de feminicídio neste ano.

“Março, infelizmente, se tornou o mês mais hipócrita do ano; militantes levantando cartazes como se fosse um troféu político”, declarou.

A vereadora também defendeu que a redução da violência depende de prevenção e do que chamou de “resgate do papel do homem” na sociedade.

Indignação

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As falas provocaram reação do setorial de mulheres do PT de Itajaí, que divulgou nota de repúdio no dia 9. O grupo classificou as declarações como “misóginas, criminosas e desumanas” e afirmou que a vereadora teria cometido “misoginia parlamentar”.

Na nota, o partido critica a fala da parlamentar sobre os cartazes usados em protestos contra a violência doméstica.

“Liliane desqualifica os cartazes de alerta em favor das mulheres violentadas ou mortas como ‘troféus’, ao invés de propor políticas reais contra a violência doméstica”, diz o texto.

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O setorial pediu investigação do Ministério Público, destituição de Liliane da Procuradoria da Mulher e retratação pública sobre o tema. O PT, porém, não tem representantes na câmara de Itajaí.

A vereadora Hilda Deola (PDT), única parlamentar de esquerda no legislativo de Itajaí, também criticou a colega.

“Os cartazes que ela vê como política são pedidos de socorro. Itajaí não teve feminicídios, mas temos nove mulheres assassinadas em Santa Catarina neste ano”, afirmou.

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O DIARINHO procurou a assessoria de Liliane Fontenele para comentar as críticas, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.



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